Por Fora
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8 de outubro de 2015

Há tempo suficiente para acertar situação do hipismo no Rio-2016, diz Ministério

O Ministério da Agricultura não acredita que o Brasil possa perder a sede de hipismo nos Jogos Olímpicos de 2016 por causa da demora em acertar os protocolos sanitários para a vinda dos cavalos do exterior. Em comunicado, o órgão informou que ainda existe “mais de seis meses de folga” para definir a situação.

“Estamos vendo a possibilidade de um técnico nos enviar um cronograma para entrega dos documentos. A princípio, o Brasil está com prazo de folga para consolidação dos certificados, ou seja, existe um tempo para que o Brasil possa mandar os documentos. São mais de seis meses de folga para a certificação e está tudo dentro do cronograma, não tem nenhuma dificuldade”, afirmou o Ministério, por meio de sua assessoria de imprensa.

Luiz Roberto Gigni durante entrevista na SHP

Luiz Roberto Giugni durante entrevista na SHP

Nesta quarta-feira, o presidente da Confederação Brasileira de Hipismo, Luiz Roberto Giugni, disse que o Brasil corre o risco de ver a sede de hipismo sair do País por causa desse atraso na definição da documentação e garantiu que já existe pelo menos duas possibilidades de países, provavelmente Estados Unidos e algum na Europa, para receber a competição.

“A alternativa seria fazer a competição em outro lugar que possa receber os cavalos. É uma situação real que pode acontecer. As pessoas estão preocupadas, cobram isso da federação internacional, que já não sabe mais o que responder. Tive uma reunião ontem e já se discute essa possibilidade”, avisa, lembrando que a federação internacional deu um prazo até o final do mês para bater o martelo.

Essa não seria a primeira vez que o hipismo seria disputado em outro país nos Jogos Olímpicos. Em 1956, na edição de Melbourne, na Austrália, a competição foi realizada em Estocolmo, na Suécia, por questões sanitárias. O mesmo motivo tirou o hipismo de Pequim, em 2008, e teve sua sede mudada para Hong Kong, que é um membro independente do Comitê Olímpico Internacional.

Fonte: A Tarde/ Estadão – Paulo Favero

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