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Conjunto campeão do GP; foto: Anna Carvalho

14 de novembro de 2016

Francisco Musa vence o GP em homenagem ao pioneiro do BH e fecha com chave de ouro o maior Festival Nacional do Cavalo Brasileiro de Hipismo

Após o encerramento da Exposição do XI Festival Nacional do Cavalo Brasileiro de Hipismo, e das provas exclusivas para cavalos novos, no final da tarde desse domingo, 13, foi a vez do Grande Prêmio Dr. Ênio Monte, com obstáculos a 1.40m, elaborado por Hélio Pessoa e Carlos Alberto Raposo Lopes.

Com aproximadamente 600 cavalos distribuídos entre as Provas de Salto e a Exposição Nacional, sem dúvida esse foi o maior Festival Nacional do Cavalo Brasileiro de Hipismo.

“O segredo do sucesso está na equipe. A nossa equipe é realmente espetacular e está super motivada e comprometida.” Afirmou o presidente Ricardo Moura.

O GP, aberto exclusivamente para cavalos BHs ou com registros no Stud Book Brasileiro do Cavalo de Hipismo – SBBCH, contou com cinquenta e um conjuntos, e desses 17 voltaram para o desempate.

Premiação do Grande Prêmio; foto: Anna Carvalho

Premiação do Grande Prêmio; foto: Anna Carvalho

Com a marca de 31s32, Francisco Musa no dorso de Casadora JMen (Cassini I – Corrado I -) foi o campeão. Baixando o tempo de 32s06, de Jose Roberto Reynoso F. Filho, com Anaconda JMen Acorado – Lispector Jmen), para a segunda colocação.

Guilherme Dutra Foroni ficou com o terceiro posto, em 34s72, com SL Implacável (Vindoctro – Silvestre), e foi seguido por Marcos Antonio da Costa Ribeiro Junior, montando Princess De Revel RF (Cardento – Quidam De Revel), com a marca de 35s04.

Luis Antonio Piva Filho, com Happy Lady (Winningmood Van De Arenb – Aldo Du Reverdy) garantiu o quinto posto, com o tempo de 35s91, e Joao Paulo Pereira dos Santos, com Clinte BR (Calido I – Clinton) completou o pódio do Grande Prêmio Ênio Monte., com zero em 36s92.

“Esse é o momento da ABCCH, estamos com a marca madura e o momento de meia idade de fazer tudo acontecer!” Finalizou Moura.

Homenagem ao Dr. Ênio Monte
Dos 86 anos de vida, 41 deles têm sido dedicados à criação de cavalos de esporte. Pioneiro na arte de selecionar desde a década de 1970 o cavalo de hipismo nacional, Ênio Monte tem um trunfo que nenhum outro criatório brasileiro alcançou: seu Haras Itapuã, em Arandu, interior paulista, é o único criatório no País cuja linhagem produziu cavalos olímpicos nos Jogos de Los Angeles 1984, Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sidney 2000. Sua linhagem também marcou presença em vários Pan-americanos. MC Alpes, por exemplo, foi o primeiro Brasileiro de Hipismo (BH) em Olimpíadas, nos Jogos de Los Angeles 1984, montado por Marcelo Blessmann.

Associação do Brasileiro de Hipismo
Uma nova empreitada foi assumida em 1977 quando Ênio Monte idealizou a criação da Associação Brasileira de Criadores do Cavalo de Hipismo. Inicialmente o plantel da nova raça era formado com anglo-Argentinos e Puro sangue Inglês. Depois, vieram as linhagens europeias como Hannoveriana, Trakehner, Holsteiner, Westfalen, Selas Francês e Holandês, entre outras. Mas a busca por uma raça de cavalos atletas genuinamente nacional persistia. A seleção do que existia e existe de melhor entre as linhas linhagens internacionais em éguas nacionais e importadas nasceu o cavalo Brasileiro de Hipismo.

Fonte: ABCCH

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