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(Foto: Suellen Pessetto/ O Livre)

14 de setembro de 2019

Fofura em nível hard: conheça a Baby Horse, categoria de hipismo para crianças

Pequenas em tamanho, mas um talento que nem parece caber em si, assim são os competidores da Baby Horse, categoria do hipismo criada em Mato Grosso que tem encantado o Brasil pela fofura e pelo comprometimento dos pequenos campeões de no máximo seis anos.

Criada em 2015 no Haras Twin Brothers, de Cuiabá, a Baby Horse vem ganhando adeptos em todo Brasil, em especial em Mato Grosso, Rondônia, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Segundo um dos responsáveis pela criação, o professor José Edimilson Marcelino, 43 anos, mais conhecido como Cowboy, a categoria foi criada para que os alunos menores pudessem disputar as provas sem precisar competir com crianças maiores, que os deixariam em desvantagem.

“Aí nós criamos essa faixa etária para facilitar para eles competirem entre o nível deles. A Baby Horse é onde começa tudo, é a base de tudo”, contou Cowboy.

A categoria é unificada, meninos e meninas de quatro a seis anos competem juntos. Em média os campeonatos contam com cerca de 10 competidores na Baby Horse por etapa e os cavalos utilizados são sempre os mais mansinhos, para ter menos riscos de acidentes, afinal, as crianças costumam ter altura menor até do que as pernas dos cavalos.

“Eles fazem a prova três tambores. Ganha quem for mais rápido e não penalizar, não derrubar o tambor. Quem derruba é penalizado com cinco segundos. Encostar pode, relar pode, não pode derrubar. Pode usar a mão para segurar o tambor, mas não pode machucar o cavalo, ferir, sangrar, ai está eliminado”, disse o “tio Cowboy”, como o professor é carinhosamente chamado pelas crianças.
Pequenas estrelas

Criada desde sempre em cima dos cavalos, o amor pelo hipismo passou de pai para filha no caso da pequena Amanda Bachega. Hoje ela tem quatro anos, mas começou as aulas com o professor Cowboy aos três e atualmente está em 4º lugar no ranking da categoria Baby Horse.

“A Amanda é uma promessa, é uma menina que está crescendo muito, que tem um futuro enorme, ela tem um equilíbrio e uma técnica muito boa. E ela é mais nova que os outros, está na faixa que ainda corre dois anos na categoria Baby Horse, então ela ainda vai se destacar mais, porque está competindo com alunos mais experientes”, contou o professor.

A pequena começou a montar sozinha assim que conseguiu se segurar em cima do cavalo, mas antes mesmo disso já cavalgada acompanhada do pai.

O amor pelos cavalos a fez crescer um pouquinho diferente das crianças da atualidade, afinal, segundo o pai, o engenheiro florestal Júlio César Bachega, 40 anos, ela não quer nem saber de jogos eletrônicos, só de cavalos.

“O meu menino gosta. Ela é só cavalo e dia do treino. Eu falo que ela não anda em casa, ela só galopeia, fica para lá e para cá só galopeando. E depois que ela começou o hipismo, o desenvolvimento, a disciplina e a escola melhoraram também. Você ter o domínio de um cavalo, que é muito maior que você, dá uma autoestima muito grande, principalmente para as pequenininhas”, disse o pai de Amanda.

Outra pequena estrela cuiabana que vem se destacando na categoria Baby Horse é a Giulia Pavoni, cinco anos. Apaixonada por cavalos desde que se lembra por gente, Giulia começou a demonstrar o amor pedindo para uma prima desenhar cavalos para ela pintar e logo o pai percebeu e a levou para conhecer um haras.

Apesar de não ter ninguém na família que já cavalgava, a menina nasceu com o dom e vem brilhando na Baby Horse. Mesmo tendo perdido algumas etapas da competição, ainda está se destacando entre as 10 melhores do ranking.

“A Giulia Pavoni é mais reservada, mais quietinha, mas é uma promessa também, tem tudo para se destacar quando tiver seus sete, oito anos”, disse o professor Cowboy.

Ela começou as aulas em agosto de 2018 e no mesmo ano já participou da primeira competição, aos quatro anos. Assim como o pai da colega Amanda, o pai dela, o advogado Lucien Pavoni, 45 anos, na primeira competição ficou puxando o cavalo, com medo de que a pequena se machucasse.

Mas logo as duas conquistaram a confiança dos pais e mostraram que apesar da falta de tamanho, não faltava talento e estavam prontas para montarem sozinhas e completarem a prova do tambor.

Sempre com muito cuidado, com os equipamentos obrigatórios: coletes, capacetes, botinas, calça jeans e alguns, os mais experientes, até com espora, para não correr risco de se machucar.

Hoje, Giulia já tem sua própria égua, a Cinderella, que ela leva para as competições. Amanda costuma montar na filha da égua da amiga, a Rapunzel. Os pais, os maiores incentivadores das duas, já disseram que enquanto for a vontade das duas, estarão apoiando e incentivando.

“Amanda vai no tempo dela, espero que ela continue gostando, que ela evolua no esporte, mas não deixe de estudar. Mas se ela tiver vontade e quiser participar, incentivo a gente vai dar”, disse Júlio César.

“E sempre com respeito. Do mesmo jeito que ela quis vim sozinha, se amanhã ou depois ela falar ‘não quero mais’, é uma questão de respeito com a criança. Porque elas não sabem o que querem ainda, mas você tem que dar opções. O treino aqui com cavalo foi uma opção pra ela”, completou Lucien.

Fonte: olivre

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