Por Fora
das Pistas

Hall da Fama

26 de fevereiro de 2016

Fabio Sarti em conversa exclusiva com o PFDP. Confira!

Nome completo: Fábio Társia Barreto Sarti
Idade: 39 anos
Local nascimento: Belo Horizonte/ MG
Signo: Leão
Time do coração: Atlético Mineiro
Hobby: Montar cavalos até nas horas de folga!
Música: “Sultans of Swing”, da banda Dire Straits
Livro: “As dores da alma”, de Francisco do Espírito Santo Neto
Comida preferida: Comida mineira – de preferência a caseira

Frase: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim” (Chico Xavier)

PFDP: Quais foram os principais títulos e as principais vitórias na sua carreira até hoje? Algum, em especial, foi mais importante para você?
Vice-campeão Brasileiro de Sênior 2003; Campeão de oito Mini GPs em 2012; 5º lugar nos Campeonatos Brasileiro de Sênior Top 2010 e 2014; Vice-campeão Paulista de Sênior Top 2014; Vice- campeão dos GPs: CSI- W CHSA 2010 e Indoor SHP 2014; Campeão dos GPs: CSN festival do cavalo BH 2013, CSN Classic Horse Show 2013, CSN Circuito Indoor SHPr 2014 e CSI de Maio CHSA 2015.

Todos os títulos tiveram grande importância para mim. Cada um, em sua época, com o cavalo do momento, por isso é difícil destacar apenas um. O do GP do CSI de maio deste ano, no Clube Hípico de Santo Amaro, está mais vivo na memória.

PFDP: Como é sua rotina de treinamentos?

Trabalho de terça a domingo. Normalmente, a partir de quinta ou sexta-feira tenho competição. Monto aproximadamente dez cavalos por dia. Na maior parte do tempo, estou na Hípica Paulista. Duas vezes por semana vou ao interior de São Paulo para dar aulas e montar alguns cavalos.

PFDP: Conta com quais cavalos para as principais competições?
Atualmente, estou com a fantástica Evian Van’t Heike para disputar as provas principais e focar no Campeonato Brasileiro de Sênior Top. Tenho outros excelentes animais, que vêm sendo preparados para competições de alto nível: Udanum Vila Fal, Valkíria Vila fal, Mel JC, Double C Carvalla EX, Eiffel JB, Jin Chin, entre outros.

PFDP:  Algum concurso fora do seu país está em vista? Comente!
Tenho vontade de fazer uma temporada fora. Não tenho nada programado, mas é uma ideia que pretendo concretizar no momento certo. O objetivo é ganhar experiência e aprimorar a técnica, além do que os intercâmbios cultural e esportivo são de grande valia. É um trabalho para médio prazo.

PFDP: De todos os eventos já participado existe um preferido? Justifique!
O Brasil sedia excelentes concursos. Dedico uma atenção especial às competições promovidas pela Sociedade Hípica Paulista, como a Copa SP, o Indoor e o Classic Horse Show. Como são feitos em casa, o clima é muito bom e já tive muitas alegrias em todos eles. Cito também o “The Best Jump”, em Porto Alegre. Acredito que vencer o “The Best” seja o sonho de muitos cavaleiros.

PFDP: Poderia citar um cavalo inesquecível para sua carreira?
Foram muitos os cavalos especiais que montei. Cada um em sua época.  Como disse anteriormente, seria até injusto citar apenas um. Todos tiveram e têm a sua importância para a minha carreira. Todo cavaleiro precisa de um bom cavalo. Agradeço a todos pelas alegrias que me proporcionaram.

PFDP: Quais são suas metas a longo prazo?
A longo prazo, tentar viabilizar uma temporada na Europa ou Estados Unidos, como havia falado, e também continuar preparando novos cavalos.

PFDP: Cite alguns cavaleiros e/ou amazonas que você admira no esporte.
São muitos. Dos que estão fora do Brasil, poderia citar Marcus Ehning, Luciana Diniz, Kevin Staut e Marlon Zanotelli. No Brasil, admiro o José Roberto Reynoso Fernandez Filho, Francisco José Mesquita Musa, Bartolomeu Bueno de Miranda Neto, André Américo de Miranda e o Matheus Ferreira Gomes Correa. Cada um possui uma característica singular, aliando técnica, eficiência e determinação.

PFDP: Se pudesse escolher qualquer cavalo, qual seria o ideal para seu perfil?
Escolheria aquele que gosta de saltar, que demonstra leveza e satisfação no esporte.

PFDP: Está participando do Circuito CBH de Sênior Top? Acha interessante o formato adotado pela CBH de ser em etapas? Justifique.
Acredito que poderíamos ter o Campeonato Brasileiro sendo disputado em um único fim de semana, como são os principais concursos mundiais. Cito, por exemplo, o Campeonato Sul-Americano, Campeonato Europeu, Mundial, a Copa do Mundo e as Olimpíadas. No somatório de pontos durante o ano, teríamos o campeão do ranking brasileiro. São dois títulos diferentes que envolvem táticas e estratégias diferentes.

Agradeço ao site Por Fora das Pistas pela oportunidade de falar um pouco da minha carreira e do hipismo, esporte que escolhi como profissão e que é a minha grande paixão. Um grande abraço a todos!

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