Por Fora
das Pistas

Notícias

12 de agosto de 2015

Equoterapia ganha força para atendimento a pessoas com deficiência

Regulamentada em julho, em Brasília, como método de reabilitação da pessoa com deficiência, a equoterapia se consolida como terapia que utiliza o cavalo nas áreas de saúde, educação e equitação, para atendimento a pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais. Independentemente da raça para a atividade, o que importa é que os animais sejam dóceis, calmos e gostem da proximidade do ser humano. Para discutir o tema, Belo Horizonte sediou, de 23 a 25 de julho, o 1º Congresso Mineiro de Equoterapia, que será realizado durante a 34ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador, no Parque da Gameleira.

Ainda desconhecida por muitos, a equoterapia ganhou evidência no último mês de julho em função da aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, em caráter conclusivo, da proposta do Senado que regulamenta a prática como método de reabilitação da pessoa com deficiência.

O tema ganhou ainda mais ênfase em Belo Horizonte, que sediou durante a 34ª Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador – 15 a 25 de julho, no Parque da Gameleira -, o 1º Congresso Mineiro de Equoterapia.

A equoterapia é um sistema terapêutico e educacional de reabilitação que utiliza o cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação.

Pelo texto aprovado pela CCJ, a prática deverá ser orientada por equipe multiprofissional, constituída por médico, médico-veterinário e uma equipe mínima de atendimento, composta por psicólogo, fisioterapeuta e um profissional de equitação.

De acordo com especialistas, tanto o mangalarga marchador quanto o campolina, ou cavalo de qualquer outra raça, pode ser usado nesse tipo de trabalho. O que importa mesmo são algumas características básicas. O cavalo utilizado para a terapia deve ser dócil, calmo, gostar da proximidade do ser humano, ter facilidade de aprendizagem e concentração nas atividades realizadas.

CUIDADOS ESPECIAIS

Na Hípica Corumi, localizada no bairro Estoril, em Belo Horizonte, o tratamento por paciente é feito uma vez por semana, com uma hora de duração, incluindo atividades de solo e montaria. Por se tratar de uma abordagem com caráter vivencial, lúdico e interdisciplinar dirigida a pessoas com síndromes genéticas, transtornos invasivos de desenvolvimento, sobrepeso; transtornos de ansiedade, aprendizagem, comportamento e humor, incluindo pessoas neurotípicas com questões existenciais de âmbito familiar, escolar e laboral, os animais que participam das sessões precisam de cuidados especiais.

De acordo com Laiena Dib, mestre em Ecologia e habilitada em Equoterapia pela Associação Nacional de Equoterapia, o cavalo utilizado deve possuir determinadas competências comportamentais e técnicas que o habilitem para o desempenho prazeroso da função. “O animal ideal demonstra afinidade pelo contato com outros seres vivos.”

O cavalo educador, ou terapeuta, como pode ser dito, apresenta um nível intermediário de atividade, que fica entre o extremo fleumático, que é característica dos animais de tração, de clima frio, e o extremo sanguíneo, que é característica dos animais de velocidade, de clima quente.

Dadas as bases fisiológicas e hormonais do comportamento, evitam-se os cavalos inteiros, os garanhões, dando-se preferência às fêmeas e aos machos castrados”.

Fonte: www.equoterapia.org.br/ Hoje em Dia

  • Compartilhe
  • <