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Existem trabalhos feitos pelo mundo, mas que ainda não obtiveram resultado/vacina para essa doença

15 de outubro de 2015

Entenda como o mormo é diagnosticado e porque os casos têm aumentado no Brasil

O mormo é uma doença infectocontagiosa reemergente, causada pela bactéria Burkholderia mallei, que acomete principalmente os equídeos (equinos, asininos e muares) podendo, ainda, acometer o homem, os carnívoros e eventualmente os pequenos ruminantes, sendo um grande risco para a saúde dos animais, se fazendo cada vez mais necessária sua vigilância epidemiológica pelos Serviços Veterinários Oficiais.

Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento “o diagnóstico do mormo pode ser realizado por meio de associação dos aspectos clínico-epidemiológicos e anatomopatológicos, sendo que a identificação microbiológica, a reação imuno-alérgica (maleinização) e os métodos sorológicos como a fixação do complemento (FC), Western Blotting (WB), ELISA, imunofluorescência indireta (RIFI) e rosa bengala, são métodos utilizados no diagnóstico do mormo. Além destes, existe ainda prova molecular baseada na detecção do DNA bacteriano por Reação em Cadeia da Polimerase (PCR)”.

No Brasil, os métodos oficiais utilizados para o diagnóstico do mormo são os de FC e o da maleína, além da técnica de Western Blotting – WB.

Teste de FC – Exame negativo (FC) para animais originários de estado onde a presença de mormo foi confirmada, em laboratório credenciado: usado no trânsito interestadual ou em eventos de aglomeração animal. 25 laboratórios no Brasil podem fazer esse exame.

Teste de Maleína – teste cutâneo através da inoculação intradermopalpebral de maleína. A leitura é feita após 48 h, sendo positivos os animais que apresentarem edema, blefarospamo e conjuntivite.

Teste WB – Esta técnica permite detectar, caracterizar e quantificar múltiplas proteínas. A grande desvantagem dos testes sorológicos é a incapacidade do organismo do animal produzir anticorpos diferentes para cada tipo de bactéria da família Burkholderia.

Em caso de confirmação do mormo devem ser adotadas as seguintes medidas: eutanásia, enterro do cadáver e desinfecção de instalações e fômites, além de dois resultados negativos consecutivos em todos os animais, após a destruição de último caso confirmado.

Surto de mormo

O aumento do número de casos de mormo no Brasil se deve pela “sensibilidade do sistema de vigilância através de inúmeros treinamentos técnicos, o incremento do diagnóstico e o aumento no número de animais testados, amplificou o quantitativo de animais com diagnóstico confirmado para mormo, e o enfretamento do mormo no Brasil tornou-se mais aparente”, afirma o Ministério. Isso se dá pelo fato de que, antes, muitos casos não eram confirmados por não haver tantas maneiras de diagnosticar a doença. Até agosto deste ano, só em São Paulo e Pernambuco, 113 casos de mormo foram confirmados, representando um aumento expressivo em relação a 2014, quando foram registrados 90 casos em todo o país.

Sobre o surto que o Rio Grande do Sul vem enfrentando e risco que a doença avance para outros estados o Ministério disse que “essa doença é crônica e pode levar semanas ou meses para se manifestar cabendo ao proprietário do animal zelar do seu animal e informar ás autoridades sanitárias qualquer suspeita clínica da doença”.

Existem trabalhos feitos pelo mundo, mas que ainda não obtiveram resultado/vacina para essa doença.

Fonte: Meio rural; Foto: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

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