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10 de dezembro de 2015

Embrapa debate sobre a anemia infecciosa equina (AIE), em Bonito (MS)

A Embrapa Pantanal esteve em Bonito (MS), na última quinta-feira (5) para uma conversa com os produtores rurais da região sobre a anemia infecciosa equina (AIE) e as alternativas desenvolvidas pela unidade para aprimorar as atividades agropecuárias do estado. A ação foi realizada em parceria com o Sindicato Rural de Bonito e reuniu diversos criadores da região.

O evento foi aberto pelo supervisor do Núcleo de Comunicação Institucional da unidade, Thiago Coppola. A chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento, Aiesca Pellegrin, conversou com os produtores sobre as tecnologias elaboradas ou apoiadas pela Embrapa Pantanal para melhorar a qualidade do trabalho desenvolvido no campo. Entre os tópicos abordados estiveram o trabalho de conservação de espécies localmente adaptadas, como o Cavalo Pantaneiro, controle de espécies invasoras, melhoramento genético de peixes e vários outros temas.

O evento também contou com a palestra da pesquisadora Márcia Furlan, que discorreu sobre anemia infecciosa equina, uma doença que ataca apenas equídeos (cavalos, jumentos, burros e mulas). A pesquisadora falou sobre a causa da AIE – um vírus semelhante ao da AIDS – e as formas de preveni-la, já que a doença não tem cura, e esclareceu algumas dúvidas dos participantes, como a influência da mutuca no contágio dos animais.

“A mutuca pode infectá-los, mas ela é muito preguiçosa. Se você mantiver os seus cavalos a uma distância de aproximadamente 200m de animais contaminados, ela simplesmente não irá voar até lá”, afirma Márcia. De acordo com a pesquisadora, o grande vilão do contágio continua sendo a falta de manejo sanitário nas tropas.

Para Marcelo Bertoni, presidente do Sindicato Rural do município, essas informações são ainda mais importantes em uma cidade como Bonito. “Aqui, esses animais têm relação com o ecoturismo. Tem muito passeio que oferece o cavalo para fazer cavalgadas nas fazendas, por exemplo (…). Então, o evento de hoje foi de boa valia. Acho que quem veio aqui saiu bem entendido sobre como se transmite a AIE – e saiu entendendo, também, que não é uma doença que se cura”.

Lourenço D’Avila, trabalhador rural que acompanhou a palestra, disse que lida com cavalos desde criança. Ele conta que passou a limpar as tralhas dos animais com mais frequência e a usar materiais descartáveis no trabalho com o sangue dos animais ao conversar com técnicos e veterinários sobre a doença. “É importante cuidar por causa da saúde do animal. Para poder manter a montaria e o serviço também, né? Senão, não tem como trabalhar”, concluiu.

Fonte: Embrapa

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