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Cavaleiro faz passeio de lancha com a namorada e a mãe. Foto: Antonio Lima

2 de janeiro de 2017

Em entrevista cavaleiro João Victor Lima abre o coração

Desde que iniciou a carreira no hipismo, aos cinco anos, o amazonense João Victor Lima sempre contou com o total apoio da família. Mas ninguém foi tão incentivadora quanto a avó Marli. Ela esteve ao lado dele em todos os momentos, mas justamente em 2016, quando o Brasil viveu o melhor do esporte, com os Jogos Olímpicos do Rio, dona Marli deu adeus a este mundo. E João precisou buscar forças para continuar o caminho sem a “pessoa mais importante da vida dele”.

O cavaleiro mora há quatro anos na Bélgica, onde treina com Nelson Pessoa (Neco), um dos melhores da modalidade a nível internacional. De férias em Manaus, João convidou a equipe do CRAQUE para um passeio de lancha. E foi em um bate-papo descontraído, com o rio Negro de testemunha, ao lado da mãe e da namorada, que ele fez um balanço sobre 2016. Um ano difícil, doloroso por conta da perda da avó, mas também um ano em que ele se mostrou mais forte e viu que o esporte também é capaz de amenizar a dor de uma saudade eterna.

“Minha avó era a pessoa mais importante da minha vida, ela fez tudo por mim no esporte, era quem fazia tudo na minha vida, ela era a minha segunda mãe. Ela me levou pra Europa, ela era tudo na minha vida. Foi muito difícil a perda dela, mas com o apoio dos amigos e da família deu pra seguir em frente. Tive que criar forças pra terminar o ano e manter o foco”, disse João, relembrando que um dia após a morte de dona Marli participou do primeiro Grande Prêmio de 1,60m.

“Era o meu primeiro Grande Prêmio 1,60 m quatro estrelas, fiz duplo zero, não foi das melhores classificações, acabei ficando em sétimo. Mas ficou muito marcado porque foi um dia após o falecimento da minha avó, eu tive que buscar forças dos amigos e da família para conseguir competir e me manter focado”, comentou.

E se dona Marli se foi, outras pessoas, que o amam tanto quanto a avó o amava, ficaram e foram essenciais para que ele superasse a fase triste e voltasse a dar saltos altos, seguros e felizes. Foi assim, mesmo sem participar de todas as competições do calendário, que em 2016, João Victor conseguiu manter a mesma média de 2015.

“Em termos de competições, ano não foi tão ruim, eu mantive a média das classificações do ano passado, em média de 50 classificações o ano inteiro”, disse João, que este ano competiu até o mês de novembro.

Namoro sério e foco em 2016
Ainda em 2016, João Victor, aos 19 anos, assumiu o seu primeiro relacionamento sério. Ele namora há  um ano a dinamarquesa Rikke Barker, que também é atleta do hipismo. Ou seja, ele não poderia ter encontrado uma parceira melhor.

“É bom quando você tem uma pessoa que faz a mesma coisa que você, que te apoia sempre, que entende a sua falta de tempo por conta dos treinos e das competições. Uma pessoa que entende o seu esporte e te coloca pra cima quando você está desanimado”, comentou.

Foco em 2020
Por conta da idade, João Victor ficou fora da lista da equipe brasileira de hipismo que participou dos Jogos do Rio 2016, mas as chances de representar o País nos Jogos do Japão 2020 são bem reais.

“O sonho sempre está vivo, a gente sempre luta pra estar lá, mas depende de muitos fatores. Depende do cavalo ser bom o suficiente. Então, são vários detalhes que influenciam pra eu chegar lá bem e com chances”.

2017
João Victor fica em Manaus até o próximo dia 6. Na primeira semana de fevereiro ele seguirá para Portugal, onde ficará competindo por um mês.

Fonte: A crítica

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