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Vaquejada no Parque Haras Ivandro Cunha Lima, em Campina Grande, Paraíba

26 de outubro de 2016

Em Brasília, vaqueiros usam cavalos em manifestação a favor da vaquejada

Com carros de som e cerca de 1.500 cavalos, mais de 5.000 vaqueiros se reuniram em Brasília nesta terça-feira (25) para um ato a favor da vaquejada. Eles negam as acusações de que a prática seja prejudicial aos animais.

Os manifestantes começaram a se reunir na madrugada desta terça e fizeram apresentações no gramado em frente à Esplanada dos Ministérios. De acordo com a Polícia Militar de Brasília, a manifestação transcorre pacificamente.

A mobilização foi organizada pela ABVAQ (Associação Brasileira de Vaquejada) e pela a ABQM (Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha). Segundo a ABQM, foram reunidos vaqueiros de todas as regiões do país.

LEGALIZAÇÃO

Nesta terça-feira, a ABVAQ e a ABQM divulgaram um manifesto defendendo a legalização da vaquejada no Brasil. O texto foi publicado em jornais do país. As associações propõem um diálogo com a sociedade, em especial com ativistas de defesa dos animais, para elaborar regulamentações pelo bem-estar dos bichos.

“Nossa prática é a vaquejada que obedece regras e proíbe qualquer tipo de mau trato e agressão”, diz o texto.

No último dia 6, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu contra uma lei que regulamentava a vaquejada no Ceará –e, na prática, a proibiu. “São manifestações extremamente agressivas contra os animais”, justificou a presidente do STF, Carmen Lúcia, dizendo-se contrária à modalidade.

A prática consiste numa corrida entre dois vaqueiros montados a cavalo que têm como objetivo perseguir e derrubar um boi puxando-o pela cauda numa pista de areia com 100 m de comprimento.

As associações afirmam que a atividade é “típica da vida rural” e que o fim dela traria problemas para a economia. “São mais de 700 mil pessoas e suas famílias, que tiram seu sustento das vaquejadas no Brasil e engrossarão, caso a proibição da prática se confirme, a legião dos já mais de 12 milhões de desempregados no país.

Segundo a ABVAQ, são realizados anualmente cerca de 4.000 eventos no país, sobretudo no Nordeste. Os prêmios para os vencedores chegam a R$ 300 mil.

Após decisão do STF, foram realizados protestos em nove Estados e no Distrito Federal em apoio à vaquejada. Em Brasília, criadores de gado levaram cavalos à Esplanada dos Ministérios.

Nascida no sertão nordestino, a vaquejada é frequentemente criticada por entidades defensoras dos animais e deram origem a diversas ações judiciais no país.

Fonte: Folha

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