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Doda não conquista medalha nos saltos. Foto: PILAR OLIVARES / REUTERS

20 de agosto de 2016

Doda nega que polêmicas com Pessoa atrapalharam a equipe

A competição de hipismo para os brasileiros nos Jogos Olímpicos terminou zerada e quente. O país saiu sem medalhas na competição disputada no Rio de Janeiro, mas permaneceu quente fora da pista por causa da desistência de Rodrigo Pessoa, campeão em Atenas-20014, por não aceitar ser reserva. Na tarde desta sexta-feira, na prova individual de saltos, Álvaro Afonso de Miranda, o Doda, Pedro Veniss e Eduardo de Menezes não conseguiram um sonhado pódio.

Doda terminou em nono, com quatro pontos de penalidades, empatado com mais seis cavaleiros, e Veniss ficou em 16º. Menezes nem passou para a segunda parte, pois ficou em 28º, com oito penalidades. Sem citar o nome de Pessoa, Doda voltou a citar a polêmica e diz que a mesma não atrapalhou o desempenho do Brasil na competição.

— As polêmicas não interferiram em nada. Todos confiam muito no técnico, a escolha foi perfeita — diz Doda — Conversando com os melhores cavaleiros e os melhores técnicos do mundo, todos foram unânimes em dizer que a equipe escolhida foi a melhor, que seria a mesma que eles escolheriam. Chegamos com tranquilidade, porque chegamos com o melhor time.

A prova

Veniss foi o primeiro a competir entre os brasileiros no segundo round. Com quatro faltas competidas na fase um, ele precisava zerar o percurso para ficar com chances de pódio. Apesar de ter passado com perfeição pelos dez obstáculos, sem derrubar nenhum, ele estourou o tempo e ganhou um ponto de penalidade, somando cinco no total. Assim, viu a sua chance cair.

Doda também chegou com quatro faltas e precisava zerar para ainda ter alguma chance de medalha. Com gritos da torcida pelo seu nome, o cavaleiro realizou percurso com força e seu cavalo, Cornetto K, quase derrubou o obstáculo cinco, no segundo salto, que levou a torcida a respirar fundo. Passado o susto, ele executou bem o final do percurso e saiu com sobras para ficar zerado e apenas com os quatro pontos iniciais do primeiro round.

Doda comemorou, mandou beijos para a torcida e colocou a mão no peito, onde estava o escudo do Brasil na sua casaca (o uniforme).

O britânico Nick Skelton, de 58 anos, ficou com o ouro, ao zerar o desempate e fazer o menor tempo (42.82). A prata ficou o sueco Peder Fredricson, e o bronze com o canadense Eric Lamaze.

Eduardo Menezes culpa erro de estratégia

Estreante em Jogos Olímpicos, o brasileiro Eduardo Menezes teve a chance de disputar a final por equipes e o individual de saltos. No primeiro, ficou em quinto, mas sozinho, com o seu cavalo Quintol, com quem compete há quatro anos, terminou apenas em 28º, com oito pontos de penalidades ao derrubar dois obstáculos. No final da prova, ele justificou um erro de estratégia para ter ficado longe da segunda parte.

– Eu subestimei a quantidade de energia que o meu cavalo ia ter. Por ser o último dia, achei que ele estaria mais cansado, a minha preparação no aquecimento foi bem leve. Mas, no final das contas, quando cheguei na pista, ele estava bem. Isso mudou o plano que eu tinha feito para a pista. Na minha falta, ali no duplo, achamos que ia ficar normal. Mas com a energia que ele estava, ele caiu lá dentro, como segui no plano, acabei chegando muito embaixo e não dei chances para ele passar a zero – diz.

Fonte: extra.globo.com

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