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Doda Miranda confia na equipe de saltos do Brasil, independente do ranking mundial (Foto: Sergio Zacchi / Divulgação)

29 de julho de 2016

Doda esquece ranking e confia em medalha para o Brasil no hipismo

Quem olhar o ranking mundial da Federação Internacional Equestre (FEI) pode até ficar preocupado com o desempenho brasileiro nos saltos do hipismo para a Olimpíada: o melhor do país é Marlon Zanotelli, que sequer foi convocado para os Jogos por causa de problemas com o cavalo, em 73º lugar. O experiente cavaleiro Doda Miranda, de 43 anos, porém, tranquiliza os fãs do esporte e torcedores: ele confia no potencial dos companheiros e explica por que o posicionamento não diz tanta coisa.

Segundo Doda, destaque nos saltos com duas medalhas de bronze por equipes nos Jogos de Atlanta-96 e Sidney-2000, o fato de o Brasil não ter representantes no topo do ranking mundial, em que ele está em 144º lugar, não significa que o país não tenha força suficiente para brigar por pódio no Rio de Janeiro. Isso porque os brasileiros optaram por disputar menos competições nos últimos meses para que os cavalos fossem poupados. Entre os demais titulares, Pedro Veniss é o 74º, Eduardo Menezes 94º e Stephan Barcha 152º. Em relação aos reservas, Rodrigo Pessoa está na 122ª colocação e Felipe Amaral na 333ª.

– Eu, há uns três anos, estava entre os 15 melhores do mundo. Tinha acesso a todos os concursos do mundo, mas, se tivesse uma Olimpíada eu não teria chance. Agora, com minha montaria – AD Cornetto K -, fiz uma opção (de não participar de tantas competições). Eu poderia ter forçado meu cavalo há seis meses para estar na frente do ranking, mas não chegaria agora com a mesma força. Tenho convicção de que a equipe de saltos tem uma condição enorme de trazer medalhas para o Brasil – explicou, antes de elogiar o nível técnico da equipe brasileira mesmo sem Rodrigo Pessoa, que foi convocado para ser reserva.

– Antigamente, tínhamos o Rodrigo (Pessoa) como uma força muito grande, tinha de entrar salvando a equipe por último. Era ele nota 9 e o restante nota 6. Hoje, eu vejo todo mundo num 8, 8,5 e 9. Acho que a média hoje é muito maior. A equipe está muito unida e acreditando na medalha – completou.

Além dos saltos, o Brasil também acredita em medalhas no CCE (Concurso Completo de Equitação). No adestramento, modalidade em que não tem tanta tradição, a meta é chegar à semifinal. Essa, pelo menos, é a expectativa do presidente da Confederação Brasileira de Hipismo, Luiz Roberto Giugni.

– Temos uma aposta muito grande no CCE. Antes, ficávamos sempre muito, muito distantes dos principais cavaleiros. Demos um calor na equipe dos Estados Unidos no Pan-Americano. Estavam receosos. Estamos muito preparados. A aposta é para medalha em equipes e ficarmos muito próximos de chegar no individual. No adestramento, temos uma diferença muito grande de pontuação dos cavalos. Notas de 70% garantem nossa ida para o último dia. Temos condições de fazer isso. Nos saltos, sempre temos equipes fortes, cavalos experientes. Estamos felizes porque ouvíamos criticas, que tínhamos sempre os mesmos rostos, mas temos muitos rostos novos. Cavaleiros que estão fazendo resultados muito bons. Vamos brigar no CCE, nos saltos, e nossa briga no adestramento é ir para o último dia – explicou.

As provas de hipismo começam a ser disputadas no próximo dia 6, em Deodoro, e vão até o dia 19 (só não há competições nos dias 13 e 18).

Confira a seleção de hipismo do Brasil:

Saltos: Doda Miranda (43 anos), Eduardo Menezes (36 anos), Pedro Veniss (33 anos) e Stephan Barcha (26 anos). Reservas: Rodrigo Pessoa (43 anos) e Felipe Amaral (25 anos).

CCE: Carlos Paro (36 anos), Marcio Appel (36 anos), Marcio Carvalho Jorge (41 anos) e Ruy Fonseca (43 anos). Reserva: Nilson Moreira (40 anos)

Adestramento: Giovanna Pass (18 anos), João Victor Oliva (20 anos), Luiza Almeida (24 anos) e Pedro Almeida (22 anos). Reserva: Manuel Almeida (22 anos).

Fonte: Globo.com/Por Bruno Giufrida e Rodrigo Breves – São Paulo

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