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Hall da Fama

foto: arquivo pessoal do cavaleiro

26 de junho de 2019

De Cachoeiras de Macacu para o Mundo

Para os cavaleiros de salto, principalmente para os paulistas, não seria muito difícil descobrir de quem estamos falando. Sim, de Adir Dias de Abreu, o Juninho.

O cavaleiro que nasceu em Cachoeiras de Macacu, um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, Região Sudeste do país, se mudou para São Paulo em meados de 2004

Seu primeiro emprego com cavalos foi no Quality Horse (QH), de Yuri Mansur. Lá passou por alguns anos montando e apresentando os cavalos de comércio com a tão famosa casaca “mostarda”.

Foi no ano de 2016 que o carioca resolveu dar um novo passo em sua vida. Ir além das fronteiras nacionais e seguir de mala e cuia para a Europa.

Confira abaixo a entrevista:

Nome completo: Adir Dias de Abreu
Idade: 34 anos

Bate-Bola:
Um ídolo: MARCUS EHNING
Um local: RIO DE JANEIRO
Um cavalo: CULA LOU (ganhei meu primeiro GP com ela)
Um lugar para montar: QUINTA DA BARONEZA
Um lugar para morar: EUROPA
Uma alegria: SER PAI

 

foto: arquivo pessoal do cavaleiro

1) Quando se mudou para a Europa? Como foi o início da vida equestre por la?
Mudei para Europa no ano de 2016, vim para trabalhar para o Yuri Mansur, no QH, e lá fiz minhas primeiras provas e conquistei alguns prêmios também.

2) O que mais estranhou nessa mudança?
O clima. É realmente a parte mais difícil da adaptação aqui.

3) Onde montou na sua chegada, e agora? Comente!
Em AS interior da Bélgica, onde era sediado o QH. E agora estou em Bree, também interior da Bélgica, montando no Elkenhof onde já montou Jos Lansisnk. Atualmente trabalho para mim mesmo, recebo cavalos de proprietários e também tenho os meus próprios cavalos.

4) Como é sua rotina de trabalho no dia a dia?
Procuro montar meus cavalos logo pela manha, tanto para trabalhar quanto para treinar. Na parte da tarde quando não estou saltando prova, vou a procura de cavalos ou vou em concursos olhar e conhecer gente nova.

5) Recentemente você conseguiu obter a nacionalidade portuguesa. Comente!
Minha família é descendente de portugues, país em que fiz muitos amigos e hoje colaboro com um dos principais cavaleiros da nação, Luis Sabino Gonçalves. Me pareceu um passo natural.

6) Esteve no Brasil nesse mês de Junho e participou da Copa SP. Montou cavalos de quem? Quais as principais diferenças dos cavalos daqui e de lá?
Montei cavalos do Alexandre Gorberg, o Cariano um cavalo de grande potencial que eu já havia montando antes de vim morar na Europa.

Montei também a égua da Mariana Corso, Historia VD Henffink já montava ela aqui na Europa e ganhei e também classifiquei em algumas provas.

Não vejo muita diferença, o que acontece é que na Europa se cria mais cavalos do que no Brasil, consequentemente, se destacam mais.

7) Quais são hoje seus principais cavalos? Descreva-os!
Freedom, cavalo recém-chegado na Europa com grande potencial e muito talento para o salto e tem um futuro promissor.

Também tenho um de 8 anos Lerco, que será muito importante na minha carreira.

Evrard Chavannais, de 9 anos, que uso para as provas de velocidade e por ultimo tenho um cavalo em parceria com Luis Sabino, o Chin, que é o meu cavalo de GP.

8) Como está sua agenda de provas para o segundo semestre? Quais as principais competições?
Global Chantilly 2*, Lier 3* na Belgica, Gijon 5* Espanha, ST Tropez 4*, e o tour de Vila Moura

9) De todos os eventos que participou nesses anos qual mais gostou? Por que?
Gijon, onde fiz excelentes resultados saltando entre os principais cavaleiros do mundo.

10) Se pudesse dar um conselho para outros cavaleiros que querem tentar a vida equestre fora do país, qual seria?
Venha focado no que você realmente quer na sua vida, com objetivos, aqui as coisas não são fáceis como aparece nas redes sociais, mas vale a pena tentar.

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