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7 de setembro de 2018

Criadores de cavalos comentam sobre a montaria com ou sem embocadura

No dicionário, a definição de ‘equitação’ é simples. É a técnica ou o exercício de andar a cavalo. Mas essa conexão entre homem e animal vai além. É preciso que haja uma sincronia, que vai das mãos, passando pelas rédeas, até chegar ao cavalo. Em muitos casos o ponto de ligação é a embocadura, peça que fica na boca do animal.

A veterinária e instrutora de equitação Cláudia Leschonski diz que a embocadura, quando corretamente colocada e utilizada, não machuca. Ela explica que o cavalo tem que ser habituado ao uso da embocadura. Além disso, o ajuste precisa ser exato e o animal não pode ter machucados na boca, lesões na gengiva e problemas dentários. O cavaleiro também tem que ter a técnica correta.

Em Araçoiaba da Serra (SP), Evandro é adepto do bitless, que consiste na montaria sem uso de embocadura. Ele defende que a técnica é a porta de entrada para o bem estar animal.

Evandro diz que um dos pontos importantes do bitless é que o cavalo passa a gostar da presença do homem e não manifesta nenhum comportamento de defesa.

Numa escola de equitação em Itu (SP), cavalos e cavaleiros andam em harmonia, seja com ou sem embocadura. A responsável pelo Instituto, Cláudia Poci, diz que a conexão entre homem e animal depende de vários fatores, como o tipo de trabalho que será desenvolvido e o modelo de equitação.

Dá para usar até mesmo as duas técnicas num mesmo cavalo. Cláudia reforça que depende muito do cavaleiro controlar o animal para evitar que ele seja machucado.

Fonte: Por Nosso Campo, TV TEM

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