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Beatriz Biagi Becker direciona esforços no melhoramento genético de raças como mangalarga e crioulo, em Pontal, SP — Foto: Divulgação/Fazenda Vassoural

15 de dezembro de 2018

Criação de cavalos cresce em SP e mercado projeta cenário positivo nos próximos anos

Beatriz Biagi Becker cria cavalos desde 1975, na Fazenda Vassoural, em Pontal (SP), a 40 quilômetros de Ribeirão Preto (SP). O foco é o mangalarga, mas ela tem, também, alguns da raça crioulo, que conheceu na década de 1980 durante uma visita ao Rio Grande do Sul.

Com uma tropa de pouco mais de 100 animais, Beatriz direciona seus principais esforços na atividade ao melhoramento genético. Entre os animais com estrutura corporal e temperamento mais aptos à reprodução, seleciona exemplares para a própria fazenda e vende o excedente. “A minha luta nesses mais de 40 anos de criação tem sido, principalmente, para popularizar os cavalos.”

Se depender dos últimos três anos, ela pode comemorar os investimentos. Mesmo ainda não sendo possível dizer que a criação é popular, já que seus custos são considerados altos para boa parte da população brasileira, o mercado de cavalos cresceu neste período, apesar do cenário de crise econômica no país.

Os números mostram, também, que o estado de São Paulo e a região de Ribeirão Preto, onde está a Vassoural, acompanharam o ritmo. Com a expectativa dos criadores de melhora na economia, as projeções são de aumentos ainda maiores.

De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM), só em 2018, houve a adesão de 184 novos membros. Com esses, são 2.209 associados ativos em todo o Brasil. No núcleo da Alta Mogiana, que inclui Ribeirão Preto, o crescimento foi de 50% de 2015 para cá – de 30 para 45 associados.

Já a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) registrou, também nos últimos três anos, incremento de 40% no número de animais no território paulista. E a região de Ribeirão Preto é estratégica para a expansão da raça.

No último concurso “Freio de Ouro”, promovido em agosto, um cavalo de Santa Rita do Passa Quatro (SP), que pertence a um criador residente em Ribeirão Preto, se sagrou bicampeão. É a primeira vez que um mesmo cavalo vence por duas vezes o concurso, considerado o maior da raça no país, o que aumenta a visibilidade da região.

Cerca de 85% dos animais da raça crioulo estão divididos entre os estados da região Sul. Mas foi São Paulo, com o quarto maior plantel brasileiro, que se tornou o principal alvo da associação a partir de 2015. “No Sul, o crioulo já está bastante consolidado, ao passo que, em São Paulo e, especificamente, na região de Ribeirão Preto, existe um forte potencial de crescimento”, afirma Gérson de Medeiros, analista de expansão da raça e de novos projetos da associação.

Fonte: Por Igor Savenhago, G1 Ribeirão Preto e Franca

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