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O cavaleiro olímpico Doda Miranda

5 de setembro de 2019

Contusão no quadril afasta Doda Miranda das provas do Longines XTC e até da próxima Olimpíada

Entre as mudanças do Longines Xtreme Teams’ Challenge, destaque para a saída do cavaleiro olímpico Álvaro Affonso de Miranda Neto, o “Doda”, que também é criador e organizador do LXTC. Doda deixou a equipe Imperium com uma leve contusão no quadril que, para ser curada totalmente, necessitará de muita fisioterapia e, talvez, até uma artroscopia. Assim, passa a comandar o time do lado de fora. Também vai se preparar para o próximo ciclo olímpico, de 2021 a 2024, com o objetivo de estar novamente à disposição do time brasileiro para o Mundial de 2022, para o Pan-americano de 2023 e para a Olimpíada de Paris, em 2024.

O cavaleiro, que morou na Europa de 1995 a 2016, deixou de integrar o Time Brasil em apenas duas ocasiões nestes 21 anos: nos Jogos Pan-Pamericanos do Rio de Janeiro, em 2007, e de Toronto, em 2015. Com isso, tornou-se o cavaleiro brasileiro que mais representou o País na soma de Jogos Pan-americanos, mundiais e Olimpíadas, com um total de 15 participações (6 olimpiadas, 4 pan-americanos e 5 mundiais)

“Vou chegar a este ciclo olímpico de 2021 a 2024 da mesma forma que cheguei em 1995 na Europa: como um moleque, com um sonho. Eu estou com muita garra e vou atrás disso agora. Quero fechar a minha participação pelo Brasil neste último ciclo olímpico e depois me dedicar só ao treinamento e organização de eventos”, comenta Doda.

Para o atleta, a conquista de duas medalhas de Ouro nos Jogos Pan-americanos de Lima no hipismo de salto por equipes e no individual, com o cavaleiro Marlon Zanotelli, mostra que o Brasil é uma potência hípica e serve de motivação para cavaleiros que estão em busca do sonho olímpico ou que já participaram do evento, como ele. O resultado no Peru garantiu vaga olímpica para Tóquio-2020.

“O Brasil vai estar sempre entre os seis países para disputar medalhas em Jogos Olímpicos, principalmente em Tóquio. O hipismo do Brasil vai chegar com a mesma força que entrou na Rio 2016, quando terminou em quinto lugar, com a diferença que agora ganhou mais moral, com as duas medalhas de Ouro recentes no Pan-americano de Lima”, diz.

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