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O Pack Horse Library Project fazia parte do Works Progress Administration. Foto: Wikipedia

30 de novembro de 2019

Conheça a história das bibliotecárias que entregavam livros a cavalo nos EUA

Na década de 1930, auge da crise econômica americana conhecida como “Grande Depressão”, muitas pessoas que viviam em regiões afastadas nos Estados Unidos tinham muito pouco acesso a empregos, bem como poucas oportunidades de dar uma boa educação para seus filhos.

No Kentucky, um estado da região sudeste do país, comunidades isoladas nas montanhosas só conseguiam acesso à livros e outros materiais de leitura de uma única maneira: bibliotecárias a cavalo.

O então presidente Franklin Roosevelt tentava descobrir uma maneira de resolver a crise. Foi então que a Works Progress Administration (agência americana criada para realizar projetos de obras públicas, gerando empregos), criada por Roosevelt, teve a iniciativa de fazer a Biblioteca Pack Horse para ajudar os americanos a se tornarem mais alfabetizados, para que tivessem mais chances de encontrar emprego.

Essas bibliotecárias se aventurariam por riachos lamacentos e colinas nevadas apenas para entregar livros para as pessoas dessas áreas isoladas. E embora existissem homens na equipe, o trabalho era desenvolvido principalmente por mulheres, que eram remunerados pela Works Progress Administration.

A regra era que as bibliotecas deveriam existir nos municípios onde os livros seriam entregues. Muitas das escolas locais contribuíram para esse esforço doando livros de literatura, bem como jornais e revistas.
As bibliotecárias chegavam a percorrer quase 200 km em uma semana.

Essas bibliotecárias chegavam a percorrer quase 200 km em uma semana, independentemente do terreno ou das condições climáticas. Às vezes, elas precisavam terminar suas viagens a pé se seu destino estivesse em um local muito remoto e difícil para os cavalos irem.

O projeto da Biblioteca Pack Horse, que acabou implantando 30 bibliotecas e atendendo cerca 100 mil pessoas, era conhecidos por muitos nomes diferentes, incluindo “mulheres do livro” e “bibliotecários da matilha”. O projeto ajudou a empregar cerca de 200 pessoas e alcançou cerca de 100 mil residentes na zona rural de Kentucky.

Fonte: Carta Capital

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