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22 de julho de 2015

Comitê Rio 2016 nega risco de doença letal para cavalos em Deodoro

O Comitê Rio 2016 nega que haja riscos para os cavalos que vão disputar as provas de hipismo das Olimpíadas no próximo ano e os que participarão de um evento- teste no dia 6 de agosto, em Deodoro, na zona norte do Rio, devido à suspeita de que dois cavalos do Exército  tenham contraído mormo no complexo militar próximo à área olímpica.

O Exército aguarda os resultados de exames em 500 cavalos que vivem na unidade militar, já que o mormo é uma doença contagiosa e letal, que provoca o sacrifício de animais contaminados. A coleta de sangue dos cavalos, que vinha sendo feita desde maio, logo depois de confirmada a passagem de um animal com a doença, terminou ontem (21).

O material colhido dos cavalos do Exército foi enviado a um laboratório do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no Recife, onde será feito o controle da doença, para evitar disseminação. Não foi informado, porém, quando os exames ficam prontos. O Exército também não soube precisar quando os exames serão concluídos.

Apesar da alta letalidade da doença, o Comitê Rio 2016 explica que o local das provas de hipismo em Deodoro está isolado desde fevereiro, quando foi decretado o chamado “vazio sanitário”. Para a competição de agosto, a organização garante que não há riscos. A Agência Brasil entrou em contato com a Confederação Brasileira de Hipismo, que preferiu não comentar o caso.

Como medida preventiva, o Exército faz a desinfecção de bebedouros e comedouros dos cavalos, além de evitar contato entre animais de áreas diferentes, informou o tenente-coronel Paulo Cezar Crocetti, comandante do 2º Regimento de Cavalaria de Guarda do Exército, o Regimento Andrade Neves. Qualquer medida extraordinária, como o sacrifício dos animais, depende dos exames, explicou Crocetti.

“A bactéria é muito sensível à luz, detergente comum e água sanitária. Então, as medidas que adotamos, de prevenção, já são suficientes para acabar com ela”, disse o comandante. Os dois animais com suspeita de mormo já foram retirados de Deodoro pelo Ministério da Agricultura e enviados para uma unidade de pesquisa em São Paulo.

O mormo é uma doença transmitida por bactéria que afeta o sistema respiratório dos cavalos, gerando secreções e abscessos. De acordo com o professor de veterinária da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Clayton Gitti, especialista em doenças infecciosas, o mormo provoca uma grande infecção, que não tem cura: “A doença é até tratável, teoricamente. O problema é que, uma vez doente, o animal serve de fonte de infecção para os outros”.

Fonte: Isabela Vieira – Repórter da Agência Brasil Edição: Jorge Wamburg/

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