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Semyon Grigoriev segura o potro conservado pelo frio extremo do permafrost - Universidade Federal North-Eastern

13 de agosto de 2018

Cientistas descobrem filhote de cavalo congelado que viveu há 40 mil anos

MOSCOU — Pesquisadores da Universidade Federal North-Eastern (Nefu, na sigla em inglês), em Yakutsk, na Rússia, se surpreenderam com a descoberta de um filhote de cavalo, de aproximadamente três meses de idade, congelado a uma profundidade de 30 metros. Segundo as estimativas iniciais, o animal viveu entre 30 mil e 40 mil anos atrás, mas dados mais precisos serão conhecidos apenas após estudo detalhado.

— Na famosa cratera Batagaika, o fóssil de um cavalo congelado no permafrost foi encontrado. Um potro de aproximadamente três meses — informou Semyon Grigoriev, diretor do Museu do Mamute da universidade. — O valor desta descoberta única é que as camadas de onde o animal foi retirado são conhecidas, então poderemos estudar o habitat onde ele viveu.

O frio extremo do permafrost — solo encontrado na região do Ártico com terra, gelo e rochas congelados permanentemente — preservou a pelagem marrom, a crina, o rabo e os órgãos internos do potro. Segundo Grigoriev, não há danos aparentes ao corpo do animal.

— É a primeira descoberta no mundo de um fóssil de cavalo com tal nível de preservação e de tão pouca idade — completou o cientista.

A cratera Batagaika é uma depressão com cerca de um quilômetro de comprimento, 800 metros de largura e cem metros de profundidade, que continua expandindo ano a ano. Popularmente, ela é conhecida como o “portal para o mundo subterrâneo”. Desde 2009, quando uma enchente alargou consideravelmente a fenda no solo, foram encontrados no local restos de bisões, cavalos, cervos, renas e mamutes.

Fonte: O GLOBO

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