Por Fora
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14 de março de 2016

Deodoro está sob total vazio sanitário e rigorosos cuidados veterinários

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vem desenvolvendo uma série de ações sanitárias para garantir a biossegurança do Centro Olímpico de Hipismo (COH) e a saúde dos cavalos que disputarão as provas equestres durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Desde abril de 2015, o centro de hipismo está sob total vazio sanitário e rigorosos cuidados de biossegurança e assim permanecerá até a chegada dos primeiros cavalos que disputarão os jogos. Fiscais federais agropecuários trabalham in loco há mais de dois anos para assegurar a implantação das diversas ações sanitárias.

O trabalho de vigilância – que garante a sanidade não apenas dos animais do Complexo Militar de Deodoro (CMD), mas também das propriedades ao redor – resultou na entrega à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de um documento oficial no qual o Brasil declara que o complexo militar é área livre de doença de equinos.

Ações

Desde 2012, o Mapa realiza discussões em fóruns internacionais sobre requisitos sanitários para entrada e permanência dos cavalos no Brasil durante os jogos. Enviou especialistas aos Jogos Pan-Americanos Guadalajara, em 2011, e às Olimpíadas de Londres, em 2012, para observar a movimentação internacional de equinos e acumular conhecimentos sobre o assunto.

Veja abaixo as ações promovidas pelo Ministério da Agricultura para garantir a biossegurança dos locais das provas:

– Discussão sobre facilitação da movimentação internacional de equinos de elevado estado sanitário nos Jogos Pan-Americanos Guadalajara, em 2011.

– Participação no programa de observadores do governo federal nos Jogos Olímpicos Londres 2012, com foco na estrutura de recepção dos animais no Aeroporto Internacional de Heathrow.

– Discussão na OIE sobre o conceito de Equinos de Elevado Estado Sanitário e das estratégias para a facilitação do trânsito internacional desses animais.

– Acompanhamento da retirada dos animais do Centro Olímpico de Hipismo para realização do evento teste, que ocorreu em 6 de fevereiro de 2015.

– Acompanhamento da retirada dos animais de toda a área do centro em 8 de abril de 2015, início do vazio sanitário prévio aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

– Suporte ao Comitê Rio 2016 para elaboração do “Planejamento de Biosseguridade para o Evento Teste de Hipismo 2015 e Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016”.

– Publicação da Instrução Normativa 08, de 7 de abril de 2015, que determina os requisitos sanitários para importação temporária de equinos em excelente estado sanitário para participação nos Jogos Olímpicos.

– Publicação da Instrução Normativa 09, de 23 de abril de 2015, que aprova o Regulamento da Defesa Agropecuária relacionado a todos os equinos de excelente estado sanitário que participarão dos jogos e aos seus insumos (alimentos e produtos veterinários).

– Coordenação dos trabalhos do serviço veterinário oficial para saneamento de foco de mormo no Complexo Militar de Deodoro, notificado em 30 de junho de 2015, e ações finalizadas em novembro de 2015.

– Entrega à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) do “Informe de Autodeclaração do Brasil para os Jogos Olímpicos – área de Risco Negligenciável para Doença de Equinos”.

– Negociação de certificados veterinários internacionais propostos pelos serviços veterinários estrangeiros para amparar a exportação temporária ao Brasil de cavalos para a participação nos jogos, bem como o seu retorno aos respectivos países de origem.

Vigilância

Os cavalos de competição vão desembarcar exclusivamente no Aeroporto Antônio Carlos Jobim (Galeão), no Rio, em voos fretados. A recepção dos animais será feita por servidores do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional, do Mapa, que cuidarão do desembaraço aduaneiro do ponto de vista sanitário, dos animais e seus insumos.

Ao desembarcar, os representantes das delegações devem apresentar os documentos de trânsito e as certificações veterinárias internacionais dos cavalos. Os animais terão identificação individual através de microchip e serão levados ao Centro Olímpico de Hipismo, em rota pré-determinada, com escolta feita pela organização do evento. Após passarem pela segunda inspeção, serão acomodados em baias individuais, medida que garante a condição sanitária.

Durante as Olimpíadas e até retorno ao país de origem, os cavalos serão mantidos sob supervisão contínua de veterinários e fiscais federais agropecuários. Para o retorno, foram negociados certificados veterinários internacionais de acordo com as normas de cada país, que serão emitidas por fiscal do Ministério da Agricultura.

Fonte: MAPA

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