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4 de janeiro de 2016

Cavalos trancados durante 15 anos são encontrados em Maryland (EUA)

Dois foram resgatados, mas um terceiro precisou passou pelo procedimento de morte induzida, por conta do péssimo estado em que estava. Os três animais estavam rodeados por mais de um metro de estrume.

Dois dos animais estavam há tanto tempo com seus cascos sem cuidados que mal conseguiam andar. Eles estavam enormes, enrolando entre si. Tiveram que ser cortados por veterinários depois que os animais foram sedados.

A instituição Days End Farm Horse Rescue cuida de cavalos sobreviventes e pegou os dois que foram recuperados. Eles disseram que esse foi o pior caso de negligência de casco que já viram. O grupo já cuidou de mais de 3 mil cavalos em 26 anos.

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Acredita-se que os três cavalos ficaram presos por pelo menos 15 anos, sem ferrador ou cuidados médicos. Eles foram encontrados, em um local não especificado, no condado de Washington.

Um veterinário e ferrador sedou os cavalos para que eles fossem tranquilizados e ele pudesse retirar parte de seus cascos. Os dois machos salvos receberam tratamento, enquanto uma pequena égua foi sacrificada por conta de seus ligamentos rompidos, que causaram-lhe danos irreparáveis.

Os cavalos foram descobertos quando um bom samaritano chamou a Sociedade dos Direitos Humanos do Condado de Washington, preocupado com o bem-estar dos pombos de estimação de uma fazenda. É comum que a instituição, durante as inspeções, verifique o bem-estar de todos os animais na propriedade. Assim, eles encontraram os cavalos. A investigação está em curso e acusações de crueldade poderiam ser pendentes. Até o momento, não foi informado de que forma os cavalos eram alimentados ou quem era responsável por isso.

A Days End Farm Horse Rescue, atualmente, fornece reabilitação e cuidados contínuos para 78 cavalos resgatados. O custo médio de cuidados de reabilitação crítica desses animais é de R$ 6.700 a R$ 8.500 por cavalo, mensalmente. Os dois cavalos resgatados, com certeza, irão elevar ainda mais esses custos, afirmou a instituição, por conta do estado de saúde deles.

Fonte: Jornal Ciência

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