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Para muitos peões de rodeio, cavalo bom é bravo (Foto: Reprodução/TVTEM)

13 de junho de 2017

Cavalos para rodeio são tratados como atletas em Novo Horizonte

A criação de cavalos de rodeios já foi muito maior no Brasil. Com o passar dos anos foi perdendo espaço devido ao aumento do interesse pelas raças mais mansas e como consequência do aumento das áreas para a agricultura.

Mas para muitos peões, cavalo bom é bravo, sem uma raça definida e aqueles que estão prontos para desafiar quem tem coragem. E alguns criatórios são referência para o mundo do rodeio.

Visitamos um desses haras em Novo Horizonte (SP), de onde já saíram alguns dos melhores animais de rodeio do Brasil. Uma das atrações é o cavalo Bandido, que coleciona títulos em Barretos, a referência nacional quando o assunto são os rodeios.

Roberto de Biasi tem uma tropa com mais de 200 cavalos de rodeio. E não é qualquer animal que faz parte desse plantel. Todos são igualmente avaliados, levando em conta performance e rendimento.

Ele diz que, depois de cada rodeio, inclui numa planilha os dados do desempenho dos animais. Assim, fica sabendo quais têm os melhores resultados e aqueles que acabam chegando com mais frequência às finais das competições.

Os cavalos de rodeio são como atletas profissionais e recebem tratamento VIP. Conseguir um cavalo assim não é tão simples. É por isso que os criadores investem em genética. O criador Nilton Cardoso diz que o custo para manter um animal desse tipo gira em torno de 4 mil reais por mês.

Os cavalos são treinados para uma modalidade bem tradicional, que é a montaria cutiano. Esse estilo de prova deu origem ao rodeio brasileiro.

O peão Edmilson Rodrigues de Souza, de 34 anos, diz que o estilo cutiano exige uma técnica especial e acaba sendo uma arte. Ele já conquistou vários títulos no Brasil. Edmilson lembra que o sucesso do peão depende muito do desempenho do cavalo. O animal tem que pular bastante para formar um campeão.

Fonte: Por Nosso Campo, TV TEM

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