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Solenidade foi realizada no batalhão da Polícia Militar, em Presidente Prudente (Foto: Valmir Custódio/G1)

6 de janeiro de 2018

Cavalos da Polícia Militar são aposentados em Presidente Prudente

Duas éguas e um cavalo do Grupamento de Polícia Montada se aposentaram na manhã desta sexta-feira (5) durante uma cerimônia realizada no 18° Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), em Presidente Prudente, após servirem, por 10 anos, a corporação. Na solenidade, que foi acompanhada de muita emoção, com direito a música e aplausos, os animais foram desselados pela última vez pelos seus cavaleiros e correram livremente pelo espaço destinado aos treinos

A cerimônia de despedida foi acompanhada por oficiais, jornalistas e populares. Em um primeiro momento, cada animal – todos da raça brasileiro de hipismo – foi chamado separadamente com o seu cavaleiro e teve seu histórico lido ao público.

Um dos mais velhos, conhecido como Orbital, chegou ao grupamento em 2008, mesmo ano do início das atividades da Cavalaria no batalhão em Presidente Prudente. Com 24 anos de idade, o animal foi, por 10 anos, o companheiro do cabo José Eloadi de Oliveira Lima.

“Essa convivência foi muita boa, porque a gente pega muita amizade com o cavalo. O Orbital está desde 2008 no destacamento. Eu o assumi e continuei com ele até hoje. No começo, ele chegou bem arredio, mas fui ajeitando e hoje é maravilhoso”, disse o cabo ao G1.

Mesmo aposentado dos trabalhos de prevenção e repressão para manutenção da ordem pública, a parceria Orbital e Eloadi não vai terminar. Como o cabo ficou com o animal por muitos anos, teve prioridade para adotá-lo e agora o cavalo vai ficar em uma propriedade rural.

“Como sempre trabalhei com ele, tive prioridade de ficar com o Orbital. Vou levá-lo para a minha propriedade em Floresta do Sul [distrito de Presidente Prudente]. O Orbital ajudou muito a corporação, participamos de muitos eventos, desfiles e trabalhamos na área central e agora ele vai descansar, merecidamente”, completou o cabo Eloadi ao G1.

A Electra, que também tem 24 anos e está no destacamento desde 2008, foi forte e resistiu a duas intervenções cirúrgicas durante a carreira. Agora a égua vai ficar em uma propriedade rural em Santo Anastácio.

“Foi uma experiência muito agradável. Um companheirismo e um reconhecimento mútuo, desempenhando as atividades de policiamento preventivo, de preservação da ordem, várias participações na região. São anos dedicados à causa pública, ao serviço militar, e esse descanso é merecido”, disse o soldado Danilo da Silva Berbet, que foi o cavaleiro da Electra por quatro anos.

A mais nova delas, com 20 anos de idade, a Grampola também chegou ao grupamento em 2008. A égua vai descansar em uma propriedade rural no distrito de Montalvão, em Presidente Prudente.

“Esses cinco anos em que trabalhamos juntos foram uma experiência muito gratificante. Você se apega ao animal, o animal se apega a você e acaba sendo uma única coisa. Trabalhamos juntos no sol, chuva, calor, frio, e acabamos virando um conjunto, cavalo e cavaleiro. A gente sente essa reciprocidade de carinho. Foram muitas alegrias, muito trabalho e realizações”, disse o cabo Edmilson Aparecido Corte, responsável pela Grampola.

Liberdade

Durante a solenidade, os animais foram desselados pela última vez e ganharam liberdade ao som de “Canção da América”, de Milton Nascimento e Fernando Brant. A euforia dos animais foi visível e emocionou quem acompanhava a cerimônia. Assim que as selas foram retiradas, o cavalo e as éguas correram livremente pelo espaço utilizado para treinos e doma, deitaram no chão de terra, se sujaram nas poças de lama e não precisaram mais voltar para as baias (veja vídeo abaixo).

“É uma emoção muito grande. Os animais parecem sentir que finalmente cumpriram as suas missões, chegaram ao término de suas carreiras e agora vão poder descansar. A gente se espelha neles para cumprir a nossa carreira com o mesmo brilhantismo”, destacou o capitão Ives Minosso de Almeida Ramos, ao G1.

“Os animais já foram previamente substituídos pelo Regimento de Polícia Montada Nove de Julho, que é unidade atrelada ao Comando de Policiamento de Choque, ao qual nós somos subordinados. Os cavalos que vieram estão sendo treinados”, explicou o capitão.

Fonte: G1

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