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Cavalo paranaense vence Grande Prêmio Paraná de Turfe Cavalo parananense No Ar. Fotos: Rodrigo Felix Leal / Divulgação.

27 de setembro de 2017

Cavalo paranaense vence Grande Prêmio Paraná de Turfe

Com as arquibancadas lotadas, o cavalo paranaense No Ar e o jóquei A. Mesquita, de São Paulo, venceram o Grande Prêmio Paraná de Turfe, no último domingo (24), no Jockey Club, em Curitiba. A dupla dividiu o pódio com Ilustre Senador e o jóquei F. Larroque (SP); Cavalo Marinho e A. Queiroz (RJ) e a dupla paranaense First Amour e V. Rocha (que eram os favoritos), segundo, terceiro e quarto lugares respectivamente. Os quatro vão dividir uma bolsa que chega perto dos R$ 100 mil.

Neste ano, o Grande Prêmio foi o 8º páreo (nome dado a cada uma das corridas) de um programa com onze provas. O hino nacional antecedeu a largada. A disputa principal foi apertada até o final e contou com 14 animais.

O cavalo vencedor No Ar, de 5 anos, é nascido em Tijucas do Sul, no Paraná, na Coudelaria Baptista. O curioso é que o jóquei vencedor treina com No Ar há apenas dois meses, depois que o titular desistiu de montar o animal. “Essa vitória é um trabalho conjunto de todos que já trabalharam com o No Ar. Há 15 anos lutamos pela excelência”, disse um dos sócios da Coudelaria, Celso Azevedo.

O técnico Márcio Gusso comemorou a vitória e contou que o animal teve um problema muscular depois da última edição do Grande Prêmio do Paraná, no ano passado, quando ficou em 3º lugar. “Este ano ele mostrou que estava bem e que tinha potencial. O conjunto jóquei e cavalo, apesar de terem pouco tempo juntos, se deu muito bem”, afirmou. Segundo estimativas do técnico, apesar de não ser mais tão jovem, No Ar deve ter pela frente pelo menos um ano de campanha ainda.

Frio e chuvisco não espantaram público

A queda de temperatura em Curitiba neste domingo não desanimou os frequentadores das arquibancadas do Jockey. O vendedor Everton Matias Lima, de 28 anos, trouxe a família toda para assistir a competição. “É a primeira vez que a gente vem. Já apostei em duas provas mas não ganhei nada. É divertido também para as crianças verem os cavalos”, disse. O bebê Marlon, de 10 meses, dormia no colo da mãe Ana Paula Moreira Lima, enquanto o mais velho, Mateus, de 4 anos, corria pela grama que fica junto à pista com um pacote de pipoca nas mãos.

Espumante, chapéus e apostas

Enquanto isso, no camarote as senhoras da sociedade desfilavam com seus chapéus, vestidos de alça, salto alto e muita maquiagem, sem se preocupar com o frio que fazia do lado de fora. A maioria dos homens usava gravata. O clima era muito diferente entre arquibancada e camarote no Jockey. Lá o vai e vem dos garçons com garrafas de espumante, cerveja e uísque oito anos, movimentava as mesas dos salões decorados com flores amarelas, laranjas e vermelhas. Boa parte dos frequentadores não prestava atenção na pista de corrida, a não ser na hora do 8º páreo, quando a grande janela do camarote reuniu os apostadores VIPs do Jockey.

Fonte: Gazeta do Povo

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