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Francisco Rufino, cuidador de Sereno, disse que o cavalo mudou de comportamento depois da morte do dono (Foto: Beto Silva/TV Paraíba)

7 de janeiro de 2018

Cavalo muda de comportamento após morte de seu proprietátio

Há um ano, durante um velório em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, um cavalo “se despedia” do dono, o vaqueiro Wagner de Lima Figueiredo, que havia morrido em um acidente de moto. Durante o cortejo do corpo até o cemitério, o animal relinchava, batia as patas no chão e chegou até a deitar a cabeça sobre o caixão onde o corpo do seu dono estava.
Desde o enterro do vaqueiro, em 3 de janeiro de 2017, que o cavalo “Sereno” é cuidado pelo irmão de Wagner, Wando Lima. Ele relata que o animal mudou de comportamento e parou de brincar. O cuidador responsável por Sereno também afirma que o animal não corre e fica agitado em multidões.

A reação de Sereno durante o enterro do dono, sensibilizou tanto a família que os parentes decidiram não usar mais o animal em competições e apenas cuidar da saúde dele. “Nunca mais deixamos ele correr em vaquejadas. Só para passeio. A gente cuida dele como sendo da família”, disse o irmão.

“Sereno” vive no sítio Prensa, na zona rural de Cajazeiras, também sob os cuidados de um funcionário da família. Wando conta ao G1 que passa a semana trabalhando e viaja para Cajazeiras nos fins de semana, quando visita o cavalo. “Eu tenho um comércio em Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte, e vou pra casa nos fins de semana”, disse Wando.

Mudança de comportamento

Desde que o vaqueiro morreu, segundo a família, o cavalo mudou de comportamento. “A gente sabe que ele não é do mesmo jeito. Mudou muito. Ele gostava de correr, mas parou. Não brinca mais”, explica o irmão da vítima.

Francisco Rufino César é responsável pelo sítio da família de Wagner de Lima e cuidador do cavalo, ele diz que “Sereno” não tem mais disposição para correr em vaquejadas, atividade que fazia na companhia do dono, e que se agita com facilidade ao se deparar com multidões.

“Eu notei que ele não está fazendo mais o que fazia. Pela minha experiência, eu acho que ele perdeu o gosto, depois da morte de Wagner. Ele não sabe falar, mas eu acredito que ele tem sentimento”, disse Francisco, que já cuidou do cavalo antes e depois da morte do vaqueiro.

Para a família, o fim de ano de 2017 e início de 2018 não tem sido fácil. Na segunda-feira (1º) completou um ano da morte do vaqueiro e as lembranças são inevitáveis. “Como completou um ano, a gente ficou muito abalado, lembrando do que aconteceu. É uma coisa que a gente nunca vai esquecer”, disse Wando.
Fonte: Por Artur Lira, G1 PB

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