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1 de junho de 2017

Cavalo de competição cai dentro de poço em Portugal

Um cavalo de esporte caiu na última sexta-feira dentro de um poço em Mouriscas desprovido de uma cobertura, tendo sofrido lesões que o tornam inapto para a competição.

O cavalo de 9 anos foi salvo pelos bombeiros de Abrantes depois de ter estado mais de uma hora a nadar para se manter à tona de água. A dona do cavalo já apresentou queixa na GNR e vai processar os donos do terreno.
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“O cavalo é de competição e estava no terreno da casa onde vive, em Mouriscas, um terreno vedado, acompanhado de uma égua. Desconheço o motivo pelo qual o cavalo – de nome Dali – começou a correr desenfreado saltando a vedação e indo parar ao terreno ao lado, onde caiu a um poço. Quem deu o alerta foi a égua, que vinha relinchar ao pé de casa e corria para o pé do poço. Ia e vinha, aflita, até que fomos ver o que se passava e vimos o poço e o cavalo lá dentro”, contou ao mediotejo.net Maria Júdice da Costa, estudante da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes (EPDRA), a frequentar o último ano do curso de Gestão Equina.

“O cavalo esteve a nadar no poço mais de 1 hora, em pânico. E o animal só não morreu por milagre. Os cavalos aguentam naquelas condições entre 15 a 20 minutos, e depois acabam por morrer de exaustão. Foi um esforço enorme que o animal fez e ficou com cortes no dorso, nos lábios e um joelho e uma pálpebra rebentados, de tanto se mandar contra as paredes do poço, tendo ficado inapto para a competição”, relatou a jovem estudante, de 18 anos.

Além dos prejuízos elevados com o animal, a queixa e o processo que assegura levantar aos donos do terreno devem-se ao fato do terreno ter “três poços, todos sem sinalização, cobertura ou resguardo. A estrada nacional passa ao lado do terreno e este não tem vedação nenhuma. O poço está a cerca de 10 metros da estrada. E se fosse uma criança a cair ali dentro? Como era?”, questiona.

“As pessoas foram espetaculares e os bombeiros também. Depois, toda a equipa do Centro Hípico de Vale de Ferreiros, de Pego, onde o Dali está agora a recuperar, e a veterinária, Margarida Gameiro, foram inexcedíveis. Aliás, o Vitor Pereira [proprietário do Centro Hípico] foi incansável nessa noite. Disponibilizou de imediato a box para o cavalo e toda a assistência necessária”, contou a dona do cavalo.

Contactada a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes (AHBVA), Gisela Oliveira, do gabinete de comunicação, lembrou o decreto-lei 310/2002, segundo o qual “é obrigatória a colocação de um resguardo ou a cobertura eficaz dos poços”. A competência de fiscalização pertence aos municípios e às forças policiais e, em caso de acidente com pessoas ou animais, os proprietários poderão responder civil e criminalmente”.

Fonte: Medio Tejo

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