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Raça é a mais antiga do mundo e deu origem a todas as outras (Foto: Reprodução/TV TEM)

16 de novembro de 2015

Cavalo árabe criado no Brasil ganha espaço no mundo

A elegância no galope, a postura, o caimento do rabo e o brilho da pelagem são as características que chamam atenção na raça. O nome já diz, o cavalo árabe teve sua origem no Oriente Médio e, por isso, é acostumado com o clima seco e quente do deserto. A adaptação da raça no Brasil foi boa, e cada vez mais ganha admiradores pelo país.

É o caso do criador Carlos Alberto Forte, que tem mais de 60 cavalos árabes em Itapetininga (SP). A vontade de ter um cavalo da raça despertou primeiro no filho, mas a aquisição não estava nos planos de Carlos. A oportunidade surgiu em um leilão, onde havia somente um cavalo árabe disponível e que Carlos resolveu arrematar. O que ele não esperava é que aquele cavalo seria um dia 9 vezes campeão nacional. Ele passou a investir no melhoramento genético e a participar de competições. O Nosso Campo conheceu a égua “Sofi” que é uma das campeãs criadas na fazenda de Carlos.

A raça é a mais antiga do mundo e deu origem a todas as outras. Há indícios do cavalo árabe no século XVI antes da era cristã. Esses cavalos sempre foram procurados pela agilidade, velocidade e resistência. Foi o cavalo perfeito para as guerras que aconteciam entre assírios e persas em torno do Mar Vermelho até o Egito. Além disso, foi o cavalo montado por Napoleão Bonaparte. Participou de um dos momentos mais importantes para o Brasil. Na declaração da independência, era o cavalo montado por Dom Pedro I.

Atualmente, os criadores procuram a raça por sua resistência, vigor físico e versatilidade. Ele é usado para provas de corrida, enduro, tambor, baliza, apartação com bois e, também, em fazendas, na substituição de mulas na lida. Ele é extremamente inteligente e adorável, conta Fábio Amorosino, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Árabes (ABCCA).

Mas ter um cavalo desses, tão renomado, não é barato. Os campeões chegam a custar R$ 1 milhão. O Estado de São Paulo tem o maior plantel do país. São mais de 130 criadores. No encontro dos cavalos da raça árabe, realizado na cidade de Avaré, houve um aumento de 25% no número de animais participantes. No Brasil são 35 mil cavalos puros registrados. O país se destaca como exportador.

Criadores da América do Sul, do Norte e da Europa compram os animais devido à evolução genética desenvolvida aqui. Fernando Bulnes, que é criador de cavalos árabes no Chile, conta que todos os anos vem para o Brasil a procura de animais. Para ele, aqui estão os melhores exemplares. Os animais da raça são mesmo cheios de elegância e prontos para o que der e vier.

Fonte: Nosso Campo TV TEM

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