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Foto: Reprodução/TVTEM)

11 de junho de 2018

Caso de Febre do Nilo em equino coloca veterinários em alerta

Um caso de Febre do Nilo Oeste registrado em um equino no norte do Espírito Santo, confirmado após a coleta de amostras do animal infectado, vem alertando as autoridades sanitárias brasileiras. A zoonose, de notificação obrigatória ao serviço de epidemiologia oficial, tinha casos registrados em países da Europa, nos Estados Unidos e na América Central. No Brasil, haviam suspeitas não confirmadas no ano passado, mas o caso no Estado do Sudeste foi atestado.

Conforme o diretor do Sindicato dos Médicos Veterinários no Estado do Rio Grande do Sul (Simvet/RS), João Junior, existia preocupação com a entrada deste vírus no Brasil. A transmissão se dá por um mosquito, entre eles o pernilongo, e o reservatório do vírus vem de aves silvestres e domésticas potencialmente migratórias.

“Tem aves que são sensíveis e apresentam a doença vindo à óbito e outras não são sensíveis, que carregam o vírus e não apresentam os sintomas da doença. Também é importante cuidar quando há alta incidência da mortalidade de aves”, observa.

O representante do Simvet/RS afirma que o vírus causador da Febre do Nilo Oeste atinge o sistema neurológico, causando encefalite ou meningite. “É importante orientarmos os médicos veterinários que se atentem aos sinais clínicos, pois esta é uma doença de notificação obrigatória. Constatado o sinal clínico é preciso avisar os órgãos de defesa e as inspetorias veterinárias”, explica.

A expectativa, segundo Junior, fica por conta das orientações das autoridades sanitárias do país em relação aos procedimentos para caso a enfermidade apareça em outros Estados e quais as formas de prevenção.

Fonte: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

 

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