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13 de junho de 2017

Carroceiros fazem protesto na CMT contra projeto dos ‘cavalos de lata’

Carroceiros fecharam a avenida Marechal Castelo Branco na manhã da última segunda-feira (12/06), em frente a Câmara Municipal de Teresina, para protestar contra o projeto que pretende substituir o uso de animais por ‘cavalos de lata’, uma espécie de veículo projeto para realizar transporte de materiais.

O tráfego de veículo na avenida ficou complicado e o Corpo de Bombeiros foi chamado para conter as chamas.

Segundo a Associação dos Carroceiros de Teresina, mais de 4 mil pessoas atuam na profissão, são pessoas humildes que não teriam condições de adquirir o novo equipamento.

SOBRE O PROJETO
A vereadora Teresa Britto (PV) é autora do projeto Nº 74/2017, que dispõe sobre a proibição da utilização de asinino (jumento) como propulsor de veículos movidos à tração animal. A norma, já apresentada na Câmara Municipal de Teresina, tramita nas comissões técnicas da Casa Legislativa para posterior votação em Plenário.

O texto do projeto prevê a substituição dos veículos movidos à tração animal pelo chamado cavalo de lata, que é um veículo com estrutura metálica com carroceria para levar o lixo com a finalidade de acabar com a exploração dos animais e qualificar o trabalho dos catadores. De acordo com o projeto, o veículo, assim como a capacitação para seu uso, será subsidiado pelo Município aos trabalhadores.

A fiscalização da Lei será realizada pelos órgãos competentes do Executivo Municipal. O animal que for encontrado sendo utilizado em carroças será retido pelo agente fiscalizador, que acionará o Centro de Zoonoses para recolhimento. O projeto prevê, ainda, multa a ser estabelecida pela Prefeitura em caso de reincidência.

“O que não podemos mais permitir são os maus-tratos a esses animais, que são abandonados, machucados e muitas vezes desnutridos quando não têm mais força para suportar o peso da carroça. O Executivo pode investir em qualificação ou até em subsidiar quem trabalha com carroça para que possam usar outros meios e trabalhar sem utilizar os asininos”, disse a vereadora Teresa Britto quando apresentou o projeto.

Fonte: 180º Graus

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