Por Fora
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Michael Jung, da Alemanha, repetiu o feito de Londres e levou o ouro no Brasil (Foto: Sean M. Haffey/Getty Images)

10 de agosto de 2016

Brasil fica em sétimo, e França leva o ouro no hipismo CCE na Olimpíada

O Brasil chegou ao último dia do hipismo CCE, nesta terça-feira, com chances de conquistar uma medalha na Olimpíada do Rio de Janeiro, mas não conseguiu seu lugar no pódio: terminou em sétimo na disputa por equipes. Mesmo assim, é a melhor participação brasileira em uma edição dos Jogos – a anterior havia sido em Londres, um nono lugar. Com atuações impecáveis nos três dias do Concurso Completo de Equitação, a França ficou com o ouro (169 faltas), seguida por Alemanha (172,8 faltas), com a prata, e Austrália, com o bronze (175,3 faltas). Michael Jung, da Alemanha, foi o campeão individual.

A equipe francesa é formada por Astier Nicolas, Karim Laghoaug, Thibaut Vallette e Mathieu Lemoine. Os quatro foram muito bem nos quatro dias de competição. No salto, nesta terça, no Centro Olímpico de Hipismo, Lemoine cometeu apenas duas faltas e Laghoaug perdeu um ponto por exceder o tempo. Os outros dois zeraram o percurso.

O primeiro brasileiro a disputar a prova de salto nesta terça, no Centro Olímpico de Hipismo, foi Ruy Fonseca. O experiente atleta, bronze no Pan-Americano de Toronto, porém, sofreu uma queda durante o percurso. O cavalo Tom Bombadill Too refugou em um dos obstáculos, automaticamente jogando o cavaleiro para a frente. Nada de grave aconteceu com Ruy, que, de qualquer forma, já teria sua nota descartada por ser o pior do Brasil na classificação geral.

– Estávamos saltando bem, não sei se algo chamou a atenção dele (do cavalo). Foi muito rápido. Infelizmente a gente não pode medir força com os cavalos. Algo pode ter tirado a atenção dele. Depois, ele quis dar um oi para a torcida brasileira (risos). Não sou muito de ficar magoado – falou Ruy Fonseca.

Depois, Marcio Appel entrou em ação. Esperança de boa nota, já que antes de entrar para o CCE competia na modalidade de saltos, o cavaleiro brasileiro também não foi tão bem e terminou o percurso com 16 pontos em penalizações (três obstáculos derrubados e tempo excedido). A atuação dele dificultou, e muito, as chances de o Brasil conquistar uma medalha por equipes. No início do dia, a seleção estava em quinto lugar.

– Eu esperava mais. O salto é meu forte no CCE. Esperava mais, mas é muito complicado. Os cavalos estão exaustos por causa do cross. Acabou que não estava na melhor forma dele. Cometi algumas faltas, mas chegar ao último dia ainda com chance de medalha contra grandes potências é uma evolução muito grande – explicou o cavaleiro.

Marcio Jorge e Carlos Parro saltaram já com poucas chances de levar o Brasil ao pódio. O primeiro derrubou duas barras e excedeu o tempo – 10 pontos em penalizações -, enquanto o segundo terminou de saltar derrubando três obstáculos.

– Desde o primeiro dia fomos um pouco abaixo do esperado. Ficamos um pouco tristes porque tínhamos grandes chances dessa medalha. Mesmo não tendo sido como a esperávamos, estamos dentro do grupo de elite do esporte. Minha égua no primeiro dia de competição poderia ter brigado pelo topo, mas ela ficou brava. É uma particularidade dela – lamentou Marcio Jorge.

O hipismo CCE é disputado em quatro dias na Olimpíada. Nos dois primeiros, os cavaleiros se apresentam nas provas de adestramento. No terceiro, vão para o cross country: um percurso de quase 6km com 45 obstáculos. Já no último precisam saltar 12 obstáculos. A nota final é dada com a soma de faltas cometidas em todas as modalidades: vence quem tiver menos pontos.

Ouro individual

A disputa pelo lugar mais alto no pódio na prova individual do hipismo CCE foi até o fim, mas o alemão Michael Jung não deu chance aos adversários. Dono do ouro também em Londres, o cavaleiro saltou com perfeição na prova para apenas os 25 melhores da modalidade e terminou os quatro dias de competição com apenas 40,9 pontos. O francês Astier Nicolas ficou com a prata, e o norte-americano Phillip Dutton ficou com o bronze.

Fonte: Globo Esporte

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