Por Fora
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Hall da Fama

Foto: Revista Horse

19 de julho de 2017

Saiba mais sobre João Victor Oliva, o cavaleiro olímpico que está se destacando no cenário internacional do Adestramento

Se seu nome começou a ganhar fama por ser o filho da Hortência, do basquete, agora é o Brasil que chega mais longe pelo nome de João Victor Marcari Oliva. O cavaleiro, que estreou em Jogos Olímpicos na Rio 2016, ficou em 14º lugar na Copa do Mundo de Adestramento, que aconteceu em março deste ano, em Omaha – Estados Unidos. Foi o melhor resultado do Brasil nesta competição até hoje e a atuação do brasileiro tirou elogios até de Isabell Werth, um dos maiores nomes da história dos esportes equestres.

Agora, João Victor se prepara para a primeira participação no CHIO Aachen – Alemanha, nessa quinta-feira (19/7). Uma das competições equestres mais tradicionais do mundo, deve receber cerca de 350 mil espectadores ao longo dos 10 dias de evento. Conheça um pouco mais sobre o cavaleiro e entre nesta torcida com a gente:

Como surgiu o interesse pelo Adestramento?

Meu pai já criava cavalos desde antes de eu nascer, então eu acabei crescendo junto com eles. Como a criação é de cavalos Lusitanos, a paixão pelo adestramento veio porque é uma raça que se encaixou muito bem no esporte. Meu professor era o Rogério Clementino e ele estava se destacando muito no Adestramento…como todo aluno quer ser igual ao treinador, o esporte surgiu para mim muito por essa afinidade com o meu treinador.

O que o esporte tem que o torna apaixonante? O que você diria para convidar as pessoas a conhecerem e começarem a praticar o esporte?

Essa harmonia do cavalo com o cavaleiro é o que mais torna o esporte apaixonante.  O Hipismo é o único esporte que você compete com um animal, e em que mulheres e homens competem juntos. Além disso, é muito gratificante você ver que o seu animal aprendendo com você. Eu mostraria isso para as pessoas, que o esporte não é apenas aqueles 5 minutos de apresentação, mas os anos que você passa ensinando o cavalo a fazer aqueles movimentos. E o que é mais gratificante é ver a evolução do seu companheiro.

O que acha do cenário atual da modalidade no Brasil? O que falta para chegarmos no nível dos países que mais se destacam no Adestramento?

No Brasil, o Adestramento não é tão reconhecido como em outras partes do mundo, como nos Estados Unidos e na Europa. Acho que no Brasil esse esporte ainda é pequeno, mas espero que cresça. Eu acredito que para chegar em alto nível precisamos de cavalos de alto nível, de treinadores e de um trabalho mais forte de base. Acho que a falta de reconhecimento hoje também se dá pela dificuldade das pessoas em entender o esporte. Então falta fazer o esporte crescer, falta trazer a molecada para dentro do esporte, falta aparecer mais na televisão.

Você fechou sua participação na Rio 2016 com o maior índice brasileiro na modalidade na história dos Jogos Olímpicos. Qual é o sentimento? Na sua opinião, do que são feitos os bons resultados?

O sentimento de ter a melhor nota da história do Brasil nos Jogos Olímpicos é muito gratificante. Já esperava bater isso porque venho treinando há muito tempo com esse objetivo. Estou muito contente com a minha equipe, com o meu cavalo e com meus patrocinadores.

Acho que o que traz bons resultados é ter um cavalo de alto nível, ter bom treinador e treinar para isso. O bom resultado vem de dedicação, concentração, humildade. A equipe que está por trás é muito importante, não é só a gente, não é só cavalo-cavaleiro. Na verdade, o que traz um bom resultado é esse trabalho em conjunto

Nessa quinta você vai estrear em Aachen. Qual é o sentimento? E, olhando mais para frente, quais são os planos para este próximo ciclo olímpico?

Estamos em treinamento para Aachen agora, o cavalo está bem, saudável e em forma para representar o país. O conjunto está muito legal, eu espero dar meu melhor e poder fazer a melhor prova de todos os tempos em Aachen. Seria poder bater meus recordes justo em Aachen, que era um sonho de criança para mim.

Os planos para os próximos Jogos é investir nas cavalada de base. Investir na minha montaria também e bater as metas até chegar no próximo objetivo que são os Jogos Olímpicos. As metas são o Sul Americano, Jogos Pan Americanos, Mundial, Taças do Mundo e competições internacionais.
Fonte: Chevaux

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