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Enrique sendo orientado pelas profissionais da Associação de Equoterapia e Reabilitação Superar.Foto: Juliano Zanotelli/Apoio Comunicação

21 de setembro de 2016

Associação de Equoterapia atende 40 alunos na Sociedade Hípica Catarinense

Enrique Terenzi, de 16 anos, tem paralisia cerebral e começou a praticar aulas de Equoterapia aos oito meses de idade. No passar dos anos ele teve uma paradinha nas aulas e retomou as atividades  um ano.

“Ele quis voltar, ele disse que algumas terapias que faz são mais chatas”, conta Hernan Terenzi, professor de bioquímica da UFSC e pai de Enrique.

Enrique, que está no nono ano do ensino fundamental no Colégio Jardim Anchieta, faz Equoterapia uma vez por semana e concilia com tratamentos de fisioterapia e fonoaudiologia.

“A terapia ajuda muito na postura e equilíbrio”, conta Hernan, que sempre acompanha as aulas do filho.
As aulas realizadas com a égua Cindy e orientadas pelas profissionais da Associação de Equoterapia e Reabilitação Superar, a pedagoga Luciane Poersch, a fonoaudióloga Roze de Oliveira e a fisioterapeuta Graciela Lobelos, todas são formadas em Equoterapia.

Os trabalhos acontecem de segunda a quinta-feira em uma pista coberta instalada dentro da Sociedade Hípica Catarinense (SHC), em Florianópolis. Para ter aula uma vez por semana durante o mês é preciso investir R$ 450.
A Associação atende 40 pacientes com as mais diversas patologias, como autismo, síndrome de down, paralisia cerebral, traumatismo craniano, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH, entre outras. Em todos esses casos são observados benefícios e melhora na qualidade de vida dos praticantes.

O que é Equoterapia?
De acordo com a Associação Nacional de Equoterapia (Ande Brasil), Equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais.

Ainda segundo a Ande Brasil, a Equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos a nível físico e psíquico, pois a atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.
A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, os cuidados preliminares, o ato de montar e o manuseio final desenvolvem, ainda, novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima.

Fonte: Juliano Zanotelli

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