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Laurent GillieronO presidente do COB, Carlos Arhur Nuzman crê em surpresas nas competições dos Jogos de 2016O presidente do COB, Carlos Arhur Nuzman crê em surpresas nas competições dos Jogos de 2016

25 de dezembro de 2015

As 29 federações brasileiras de modalidades olímpicas terão R$ 131 milhões à disposição em repasses da Lei Agnelo/Piva em 2016

As 29 federações brasileiras de modalidades olímpicas terão R$ 131 milhões à disposição em repasses da Lei Agnelo/Piva em 2016, ano dos Jogos do Rio. O montante é 11% maior do disponibilizado em 2015, em um crescimento desacelerado em relação ao incremento de 17% de 2014 para este ano.

A Lei Agnelo/Piva destina 1,7% do prêmio pago aos apostadores de todas as loterias federais do país ao Comitê Olímpico do Brasil (85%) e ao Comitê Paralímpico Brasileiro (15%). Nesta sexta-feira, o COB explicou que projeta as receitas de 2015 em R$ 220 milhões e que vai distribuir R$ 131 mi às 29 confederações olímpicas – só a de futebol fica de fora.

Como vem acontecendo nos últimos anos, a diferença entre as confederações que recebem o piso para as que ficam com o teto dos repasses diminuiu, de forma que pela primeira vez ela é menor do que 100%.

Após terem os valores congelados no ano passado, atletismo, desportos aquáticos, judô, vela e vôlei tiveram incremento de mais de R$ 600 mil e receberão R$ 4,5 milhões cada. Basquete, ginástica, handebol e hipismo tiveram o mesmo aumento e ganharão R$ 4,3 milhões. Todas essas modalidades têm patrocinadores estatais.

As confederações de boxe, canoagem, ciclismo e tênis de mesa, que receberam R$ 2,9 milhões em 2014 agora terão R$ 3,8 mi à disposição pela Lei Agnelo/Piva. Destas, só o tênis de mesa não tinha patrocínio estatal, mas agora a confederação é apoiada pela CAIXA.

Em patamar intermediário estão triatlo (R$ 3,7 mi), tiro esportivo (R$ 3,4 mi), remo e tênis (R$ 3,3 mi), lutas (R$ 2,7 mi), pentatlo moderno (R$ 2,6 mi) e badminton (R$ 2,4), todas ganhando entre R$ 400 e R$ 600 mil a mais do que no ano anterior O ranking de repasses é o mesmo há alguns anos.

Em um último nível entre as modalidades de verão estão esgrima, golfe, hóquei sobre a grama, levantamento de peso, rúgbi, tae kwon do e tiro com arco. Estas receberão R$ 2,3 milhões. As confederações de desportos na neve e no gelo terão R$ 2,2 milhões, um incremento de R$ 500 mil explicado pelo fato de 2016 ser ano de Jogos Olímpicos da Juventude de Inverno.

Outros R$ 32 milhões serão aplicados pelo COB “em projetos alinhados ao planejamento estratégico de preparação de atletas e equipes para os Jogos Olímpicos do Rio-2016”, como explicou o COB. A entidade administrará diretamente R$ 56 milhões, incluindo os gastos com a missão brasileira no Rio-2016. Esse valor tem se mantido quase estável. Em 2015, o COB administrou R$ 54 milhões. Um ano antes, R$ 52 milhões.

INVESTIMENTO
O vice-presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio, Akio Toyoda, anunciou nesta segunda-feira que deixará o cargo para priorizar relações empresariais com os organizadores das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Toyoda também é presidente da Toyota, gigante montadora japonesa. Mesmo com a renúncia, o dirigente continuará fazendo parte do Comitê Organizador dos Jogos de 2020, já que é o principal representante da Kendanren, que tem representação na entidade. No corpo gestor do Comitê há seis vice-presidentes, incluindo membros do governo japonês, do Comitê Olímpico e outras instituições.

“Creio que é de vital importância que o Comitê Organizador e as empresas japonesas reforcem sua colaboração com os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Por isso decidi reorganizar minhas tarefas e intensificar meus esforços para apoiar a comunidade empresarial, visando realizar bons Jogos Olímpicos em 2020”, afirmou Toyoda.

Nuzman acha difícil apontar favoritos
Rio de Janeiro(RJ) – O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, destacou as dificuldades de organizar um evento como o Rio 2016.

“A grande preocupação é a operação dos Jogos. Quando você integra 60 áreas funcionais em uma operação em organizado com os governos, e tenta fazer isso funcionar. Essa é uma das razões do sucesso para jogos espetaculares”, afirmou Nuzman.

Presente no evento que premia os melhores atletas olímpicos do país, o presidente do COB acredita que o reconhecimento do trabalho apresentado pelos esportistas os motivará para a disputa dos Jogos Olímpicos de 2016. “Espero deles muito empenho, muita vontade e muita dedicação”, comentou.

Apesar da torcida, Nuzman evita fazer projeções para o desempenho dos esportes no próximo ano. Segundo o presidente, as condições que englobam a realização do evento criam situações diferentes no esporte, o dificulta apontar uma ou outra modalidade favorita ao pódio.

“É difícil de prever. Acho que o esporte tem momentos, principalmente em Olimpíada. Diferencio Olimpíada de campeonatos mundiais neste ponto: aqui (Jogos Olímpicos) é onde o nervosismo do atleta e a superação são postos à prova. Teremos resultados que ninguém esperava e outros que já esperávamos. Isso é a Olimpíada a cada quatro anos”, finalizou.

Fonte: Tribuna do Norte

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