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João Junior, delegado do Simvet/RS

14 de novembro de 2017

Artigo – SIMVET/RS – Sanidade acima de tudo por João Junior

No último dia 30 de outubro de 2017, a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), assinou uma Instrução Normativa que retira a exigência de emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA) para equinos que participarem de eventos em seus próprios municípios.

A IN 10/2017 também determina que equídeos em trânsito a pé não irão precisar de GTA, e será necessário registrar os eventos nas inspetorias apenas quando houver participação de animais de outras regiões ou municípios.

Nós, do Sindicato dos Médicos Veterinários do RS (Simvet/RS), somos contra essa Instrução Normativa, uma vez que coloca em risco o controle sanitário dos equídeos do Estado. Com esta determinação assinada pela Secretaria da Agricultura não teremos como rastrear os equinos sem a emissão de GTA, vai legalizar o que era ilegal, com isso não possibilitando a fiscalização de forma adequada e desejada para termos a sanidade não só dos animais, mas dos seres humanos, garantida.

O Estado do Rio Grande do Sul, que tem o equino como um dos seus símbolos máximos, deveria ser tratado com mais seriedade diante de um assunto tão delicado.

A própria Secretaria da Agricultura conta com um corpo técnico altamente capacitado, e os mesmos, até onde recebemos informações, não foram consultados sobre esta decisão, assim como nem tão pouco alguma entidade de classe dos médicos veterinários teve esta participação.

Essa Instrução Normativa está causando grande confusão nas regionais e inspetorias veterinárias, pois médicos veterinários não estão sabendo como proceder na admissão dos animais nos eventos.

Desde o episódio relativo ao Mormo no ano de 2015, o Simvet/RS vem trabalhando fortemente junto não só aos médicos veterinários, mas também com criadores e sociedade em geral no sentido de conscientização sobre a importância da manutenção da sanidade no Estado do Rio Grande do Sul, orientando e alertando a esta cadeia produtiva que além de empregos e renda, mexe com a paixão dos gaúchos. Sempre estivemos abertos e promovemos debates sobre o tema que tiveram resultados muito proveitosos e não podemos retroceder neste momento de que tivemos um entendimento de como controlar estes problemas.

Defendemos a criação do passaporte equino com micro chipagem juntamente com o treinamento e credenciamento dos médicos veterinários para poder coletar sangue para o exame de Mormo, de Anemia Infecciosa Equina e realizar a função de responsabilidade técnica (RT) de eventos equestres. Daria mais agilidade nas admissões dos animais, diminuiria as fraudes nos exames e padronizaria o setor.

É preciso que façamos um trabalho em conjunto do profissional privado (RTs), Secretaria da Agricultura e polícias rodoviárias. A questão técnica tem que ser soberana à política.

Fonte: AgroEffective

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