Por Fora
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1 de janeiro de 2016

Aromaterapia pode ser usada para auxiliar problemas em cavalos e cães . Confira!

Estresse, hiperatividade e depressão. Palavras que estão cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas. Mas você sabia que essas doenças também podem afetar os animais? E, devido à aparição cada vez mais constante desses males, o uso de terapias complementares em cães e gatos está aumentando consideravelmente. Segundo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, cerca de 20% dos donos de pets recorrem a tratamentos alternativos quando eles estão com problemas.

Técnicas como massagens e aromaterapia (também conhecida como “a terapia do olfato”), que trabalham de dentro para fora, relaxam, dão mais disposição e tranquilizam, são as mais procuradas.

Segundo a bióloga e aromaterapeuta Luciane Vishwa Schoppan, a aromaterapia, que é um tratamento natural que utiliza as propriedades curativas presentes nas moléculas químicas dos óleos essenciais, pode ser feita não apenas em humanos, mas também em animais de médio e grande porte, como cães, gatos e cavalos.

Luciane afirma que o próprio dono do animal pode comprar óleos essenciais e tratar o animal em casa. Mas a aromaterapeuta alerta que o uso desses óleos deve ser conciliado com o diagnóstico de um veterinário. “Após o animal ter sido diagnosticado, usamos nosso conhecimento aromático para combater o sintoma e recuperar a saúde e o bem estar do animal”.

Luciane explica que o papel do aromaterapeuta é recomendar qual tipo de óleo deve ser usado. “Tudo vai depender do que o animal estiver precisando. Se o cão está muito desanimado, usaremos óleos essenciais que estimulem a energia vital, como alecrim, cipreste, manjericão e hortelã. No caso de animais que ficam muito tempo sozinhos, desenvolvem estados depressivos e perdem o apetite, podemos usar óleos essenciais cítricos, como mandarina, tangerina e limão siciliano”. A aromaterapeuta conta que existem óleos indicados para outros problemas, como inflamações, ferimentos e estresse pré-operatório.

O tratamento pode ser aplicado nos pets de três formas: por meio de massagens, borrifando o óleo essencial no ambiente ou mesmo acrescentando algumas gotas no xampu. Ao utilizar borrifadores, deve-se diluí-los em álcool de cereais e água deionizada ou água floral.

“Quando se opta pela massagem, na medida do possível e se o animal permitir, ela é feita como se fosse em humanos. Pode-se massagear o abdômen, as axilas, os braços, pernas e a musculatura paravertebral de cães maiores, pois esses animais podem apresentar problemas de hérnia de disco”, explica Luciane. Os óleos essenciais para massagem devem ser diluídos em óleos vegetais.

Segundo a aromaterapeuta, quando o tratamento é aplicado em casa, todos os que estiverem em contato com o ambiente se beneficiarão. “As moléculas dos óleos essenciais são voláteis e dispersas no ambiente. Dessa forma, a molécula irá encontrar na cavidade nasal um receptor olfatório, que irá enviar mensagem eletroquímica específica para o cérebro, de onde sairão respostas para o corpo”.

A aromaterapeuta afirma que o tratamento pode ser usado ainda em canis para controle de microrganismos, mosquitos, carrapatos e pulgas.

Cuidados na aplicação da aromaterapia
Luciane alerta que se deve tomar alguns cuidados na aplicação da aromaterapia nos animais: quando se escolhe produtos para inalação, aplicação ou um tratamento específico deve-se verificar primeiro suas certificações, pois isso atesta a qualidade do produto que será usado. “Os animais possuem muito mais receptores olfatórios que nós humanos. Portanto, deve-se usar dosagens mínimas e tentar trabalhar com aromas não muito fortes”, recomenda.

A frequência em que é feita a aromaterapia depende do problema do animal. Luciane dá alguns exemplos. “Em xampus, o tratamento pode ser feito de 15 em 15 dias. Se for fungo ou ferimentos infectados, deverá ser aplicado três vezes ao dia até melhorar. No caso de algum desequilíbrio emocional, como agitação ou depressão do animal, deverá ser usado duas vezes ao dia durante 20 dias”.

Fonte; G1

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