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Parque de Exposições

29 de novembro de 2017

Animal é sacrificado e 65 cavalos vão ter que fazer exames de anemia infecciosa

Sessenta e cinco cavalos que estão alocados no Parque de Exposições Senador Jonas Pinheiro, em Cuiabá, passarão por exames para verificar se algum outro animal é portador do vírus da anemia infecciosa equina. Um equídeo da PM havia sido diagnosticado com a doença e precisou ser sacrificado após o reteste resultar positivo.

Em outubro, o Parque de Exposições foi interditado para o trânsito de cavalos após a constatação de que um dos animais estava infectado. O cavalo era de propriedade da Polícia Militar, tinha 8 anos e pertencia à raça crioula, explica Marcus Falcão, médico veterinário do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) que acompanhou o caso.

O animal foi sacrificado em 14 de novembro na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) através da técnica chamada de injeção intratecal. Ele foi anestesiado e depois recebeu uma dose de uma substância chamada de lidocaína 2%, que atua no sistema nervoso e causa parada cardíaca.

A técnica é um dos procedimentos recomendados pelos órgãos de controle de sanidade animal e não causa sofrimento. Após a eutanásia, o cavalo servirá como objeto de estudos para os alunos de medicina veterinária da UFMT.

A anemia infecciosa equina não tem cura e, por isso, existe a necessidade de sacrifício. Entre os sintomas da doença estão febre de 40 a 41 graus, hemorragias, inchaço no abdômen, perda de apetite, entre outros. Todas essas condições ao longo do tempo acabam levando o animal à morte.

Exames

Após a eutanásia, os novos procedimentos para garantir a segurança dos animais do Parque de Exposições tiveram início na última quinta (23). Entre os 65 animais que passarão por exames estão incluídos cavalos particulares, da Sociedade Hípica Cuiabana e da PM. “Assim que foi feito o sacrifício foi realizado a primeira parte do saneamento, que é a coleta de sangue de todos os animais. Nós vamos esperar o resultado que caso dê negativo, nos possibilita fazer a segunda coleta. Caso esse segundo exame dê novamente negativo o espaço já está liberado para a circulação de equídeos”, pontua Marcus.

Em um caso hipotético de outro animal ser observado com a doença, o procedimento realizado com o cavalo que já foi eutanasiado é repetido. O infectado é afastado dos outros e passa por um reteste, que se der positivo para o vírus da anemia, indica que outro sacrifício será necessário.

O veterinário do Indea afirma que o primeiro exame dos outros cavalos do Parque de Exposições deve ficar pronto na próxima semana e que a segunda coleta deverá ser realizada entre 30 e 60 dias.

Fonte: RDNews

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