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Materiais de animais foram coletados para exames — Foto: Reprodução/TV Clube

1 de agosto de 2019

Animais e pessoas fazem exames após cavalo morrer com mormo

A Clínica de Grandes Animais do Hospital Veterinário Universitário, da Universidade Federal do Piauí (UFPI), segue interditada desde 18 de julho, depois que um cavalo morreu após ser diagnosticado com a doença de mormo. Outros animais passaram por exames para saber se foram infectados. Os profissionais que estiveram no local também serão avaliados.

Mormo é uma doença causada por bactéria transmitida por secreções do nariz, boca, olhos, fezes e urina de cavalos. Ela pode contaminar o ser humano e até matar. Devem ser submetidos a exames quase 20 animais internados na clínica e os 23 estudantes residentes e os funcionários que estavam no local no período em que o cavalo doente esteve internado.

“Nós não sabemos quando vai ser liberado, mas os profissionais, que estiveram no local enquanto o animal esteve por lá, passarão essa semana por exame médico no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela”, contou Cecília Guimarães, coordenadora de epidemiologia da Adapi.

Segundo a coordenadora, foram coletados materiais para avaliação dos animais, mas é necessário um segundo exame para ter certeza da contaminação ou não dos animais.

“Já foi feita a coleta do material para diagnóstico dos animais que estão na clínica. O resultado chega no prazo de 15 dias. No período de 21 a 30 dias faremos uma segunda coleta, porque precisamos de dois resultados negativos e só depois de receber esses resultados fazemos a desinterdição do local”, disse.

O local segue interditado e proibida a circulação de pessoas. “Quando demos início a interdição é proibido a saída e entrada de qualquer animal, o trânsito de pessoas e carros não autorizados, exatamente para evitar a disseminação da doença”, explicou Cecília Guimarães.

Fiscalização

Para o coordenador de Sanidade Equina da Agência de Defesa Agropecuária do Piau (Adapi), Cléber Neiva, a universidade deveria ter exigido um documento que identificasse a rota pela qual o animal percorreu até chegar na clínica.

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) tem preocupação com o contagio de humanos. A última vez que foi confirmada a circulação de mormo no estado foi há mais de 10 anos.

A direção do Hospital Veterinário da UFPI informou que a guia de trânsito não foi solicitada, porque quando o animal chegou foi apresentado um exame negativo para a doença.

Diagnóstico

A preocupação com os animais da clínica começou no mês passado, com a chegada de um cavalo reprodutor de um grande haras de Teresina avaliado em R$ 400 mil. O animal apresentou sintomas de mormo foi isolado dos demais. Ao chegar no local, ele apresentou sintomas da doença, mas depois de realizados exames a suspeita da doença foi descartada.

“Fizemos o exame para verificar se ele estava como a doença de mormo, mas foi descartada. Nós iniciamos um tratamento para uma broncopneumonia, uma doença respiratória. Tratamos do animal durante sete dias através de antibióticos, mas a doença foi evoluindo e ele apresentou uma secreção hemorrágica, então pedimos um segundo teste, que confirmou a doença e teve que ser sacrificado”, explicou o médico veterinário Rosvaldo Duarte, do Hospital Veterinário Universitário .

Por PITV 1, G1 PI

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