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19 de junho de 2019

Acolhe Down – Com a palavra o cavaleiro Cláudio Aleoni Arruda

DEIXA QUE EU FALO!”

Coluna ACOLHE

Como eu entrei no mercado de trabalho fazendo o que mais gosto!


Por: Cláudio Aleoni Arruda

Eu comecei a montar cavalo com cinco anos. A minha paixão pelo hipismo começou com meu ídolo Doda Miranda, que abriu meus olhos para o esporte equestre.
Eu sinto muito orgulho de mim pelas minhas vitórias e conquistas de igual para igual, “sem diferenças”!

Eu já fui condutor da Tocha Olímpica, representei o hipismo no Brasil; em 2009, fui Vice-Campeão Paulista e Vice-campeão Regional Metropolitano saltando 0,60m; em 2011, fui primeiro lugar de 118 concorrentes do Campeonato Paulista de Hipismo; em 2013, eu encerrei a minha carreira no salto para fazer Adestramento para um dia poder ir para as Olimpíadas. E já fui à ONU lançar o meu livro “Mude seu Falar que eu Mudo meu Ouvir”.

Eu trabalho desde os 19 anos. O meu primeiro emprego de carteira assinada foi Applebee´s, rede americana de restaurante, onde trabalhei por quatro anos. Lá aprendi a respeitar hierarquia, a chefia e os colegas de trabalho. Eu pedi demissão do Applebeés, porque meu sonho era trabalhar com cavalos. Hoje sou funcionário da Hípica Paulista, com muito orgulho, onde ensino as crianças montar no pônei.

Sou voluntário na Equoterapia da Sociedade Hípica Paulista e trabalho como Staff em eventos e Campeonatos ajudando as pessoas com deficiências. A Hípica Paulista me respeita sempre, me chama para as coletivas de imprensa dos eventos, me dá oportunidades.

A sociedade precisa incluir os jovens que tem deficiência intelectual no mercado de trabalho, precisa respeitar nossos direitos. A lei de cotas ajuda a gente a desenvolver o nosso trabalho, ajuda as pessoas com deficiência intelectual a arrumar emprego. A sociedade tem que respeitar todas as pessoas, sem racismo, sem preconceito.

Sobre o futuro? Eu tenho vários sonhos. Quero competir na prova olímpica ao vivo, montar um Centro de Equoterapia para ajudar as pessoas com Deficiência e dar uma palestra no TED para contar a minha história e mostrar meu exemplo de vida, contar como o cavalo entrou na minha vida e me ajudou a vencer.

Realização: AcolheDown
Texto: Cláudio Aleoni Arruda, de 34 anos, cavaleiro, funcionário da Escola do Poney da Sociedade Hípica Paulista.

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