Por Fora
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28 de julho de 2018

Acidente no percurso é fatal para JCR Quântico

Infelizmente na tarde da última sexta-feira, 27 de julho, um acidente no obstáculo Rio foi fatal para o Brasileiro de Hipismo JCR Quântico, criação do Haras BH. Na condução do carioca Pedro Backheuser, Quântico estava saltando o Brasileiro de Young Rider, na Sociedade Hípica Paranaense.

No segundo percurso do segundo dia, o obstáculo rio foi substituído pelo “rio com vara”, e o cavalo acabou tendo um acidente fatal na recepção do salto. O cavaleiro foi atendido no local, e removido de ambulância para o hospital, e passa bem. Já seu cavalo, infelizmente, não saiu com vida, com suspeita de fratura no pescoço. O site PFDP se solidariza com o cavaleiro desejando pronta recuperação.

O incidente eleva novamente toda a polêmica com a questão de ter o obstáculo “rio” nas provas de salto. Já faz algum tempo que o mesmo não tem sido usado no Brasil em GPs, e provas fortes, e também foi retirado das provas de algumas categorias, porém seu uso é obrigatório em  campeonatos brasileiro, a partir de 1.30m.

Recentemente, no CHSA, durante o CBS da Juventude o rio da pista de grama foi substituído pelo rio artificial, com o uso de vara, pois não apresentou condições seguras para o salto, e esse fato tem acontecido em outros lugares do Brasil.

Sabemos que o acidente foi uma fatalidade, mas nos faz repensar até que ponto devemos ter esse obstáculo, de tradição, sendo saltado em competições. Seguindo sempre a regra da FEI que visa o bem estar do cavalo e a segurança dos conjuntos cabe uma reflexão.

Por que hoje em dia o rio caiu em desuso no Brasil? Um obstáculo de tradição que é regulamentar pela Federação Equestre Internacional, e deverá continuar sendo exigido em competições internacionais, deveria sair dos regulamentos do Brasil? Ou seria uma questão de manutenção e construção adequada do obstáculo?

Seria uma saída elimina-lo das provas, ou seria melhor criar uma exigência atualizada e padronizada de formato, visando segurança e bem-estar?

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