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Projeto, que está na quinta edição neste ano, entregou 13 equinos para produtores rurais da região/MICHEL CORVELLO/DIVULGAÇÃO/CIDADES

29 de novembro de 2019

Ação destina cavalos abandonados para novos donos

Durante a quinta edição do ano do projeto de adoção de cavalos, 13 animais foram encaminhados para um novo lar. Os equinos estavam recebendo cuidados na Hospedaria Municipal de Grandes Animais, após serem recolhidos por causa de maus-tratos ou por estarem soltos em via pública, sem acompanhamento do seu dono durante a abordagem.

Desta vez, seis produtores rurais participaram do processo, que consiste de um sorteio entre os interessados, a fim de definir a ordem de escolha dos cavalos. Após, eles precisam assinar o Termo de Adoção, no qual se comprometem a não usar o animal para trabalho de tração, e com a condição de que permaneça no campo. Os novos proprietários se responsabilizam ainda pelos exames para detectar a anemia infecciosa e o mormo, que são exigência da secretaria estadual de Agricultura para emissão da Guia de Trânsito Animal.

Após serem retirados das ruas, cavalos, éguas e pôneis vão para a Hospedaria – ou, antes, para o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Pelotas, quando há ferimentos e sinais de maus-tratos. No serviço da prefeitura recebem tratamento veterinário e alimentação, com consumo médio de 3,2 mil quilos de ração por mês, além de alfafa e pasto.

Os equinos são chipados para que haja acompanhamento da sua localização e condições físicas. Até hoje, nenhum dos animais apreendidos estava com o chip, o que é indicativo da eficácia do projeto de adoção. O dono do cavalo tem um prazo de 30 dias para se apresentar. Dentro desse período, pode reaver o animal após pagar multa no valor de R$ 114,98. Todavia, esse procedimento não ocorre em casos de maus-tratos.

Apenas nos últimos 20 dias, a equipe de Apreensão de Animais recolheu 11 cavalos, nos mais variados pontos da cidade: avenidas Bento Gonçalves, São Francisco de Paula e Ildefonso Simões Lopes, Associação Rural de Pelotas e na praça Cipriano Barcelos. O serviço é feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. São recolhidos apenas os cavalos soltos em via pública. Os que estão amarrados – se não colocarem em risco a circulação -, são deixados. Há ainda os casos específicos de violência e falta de cuidados, que chegam por meio da secretaria de Qualidade Ambiental (SQA).

 

Fonte: Jornal do Comércio

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