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29 de janeiro de 2017

A galope por 6,5 milhões de euros na corrida mais valiosa de sempre

Na Pegasus World Cup estão em jogo 11,2 milhões de euros (mais de metade para o vencedor), quantia capaz de fazer investir em cavalos de competição até quem pouco sabia do assunto

Arrogate e California Chrome não têm asas, como o lendário cavalo alado da mitologia grega, mas hoje, na Pegasus World Cup Invitacional, espera-se que voem. Nas patas deles e de outros dez equídeos de elite está o destino de 12 milhões de dólares (11,2 milhões de euros), o valor dos prêmios a atribuir na corrida de cavalos mais valiosa de sempre.

Gulfstream Park, em Hallandale Beach (Florida, EUA), recebe, a partir das 12.00 (17.00 em Portugal continental), um evento histórico. Nunca uma corrida de cavalos oferecera um prize money tão avultado – sete milhões de dólares (6,5 milhões de euros) só para o vencedor -, capaz de fazer investir em cavalos de competição quem pouco sabia do assunto. E esse contexto está a gerar enormes expectativas no meio dos entusiastas pelo desporto hípico.

“Correr por uma quantia destas é de loucos! Nem em sonhos o imaginaria. Lembro-me de quando uma corrida de 500 mil dólares era incrível. Esta é de 12 milhões, uma oportunidade inacreditável. Espero que consigamos aproveitá-la ao máximo e que haja cada vez mais gente interessada neste fenômeno”, perspetivou Mike Smith, jóquei do Arrogate, em declarações ao jornal Sun Sentinel. O objetivo é esse mesmo: promover as corridas de cavalos. “Podemos levar este desporto para um nível muito mais elevado”, diz Frank Stromach, promotor do evento, interessado em cativar os jovens e modernizar a modalidade.

Os números – com casa cheia em Gulfstream Park (17 500 lugares, a preços entre 100 e 765 dólares cada) e transmissão televisiva para 122 países – devem servir os propósitos dos organizadores. Ainda assim, as maiores despesas da corrida já estavam saldadas: a inscrição de cada um dos 12 cavalos custou um milhão de dólares, perfazendo o total de prêmios a atribuir (maquia que supera o valor-recorde até aqui: dez milhões da Dubai World Cup).

De resto, o preço de inscrição não afastou interessados. Com 6,5 milhões de euros para o vencedor, 1,63 milhões para o segundo classificado, 930 mil euros para o terceiro, 233 mil euros para os nove restantes e uma fatia das receitas totais do evento a distribuir por todos, não faltou quem se aventurasse a participar – fosse já um entusiasta das corridas de cavalos ou alguém que investiu num impulso em busca do jackpot do primeiro lugar.

Assim, entre os donos dos cavalos em competição, tanto estão nomes firmados como os do príncipe saudita Khalid bin Abdullah al Saud (Arrogate) ou do milionário John Oxley (Noble Bird) como figuras sem experiência como Dan Schafer, um proprietário de uma rede de pizzarias de Detroit que nunca possuíra um cavalo de competição mas fez uma parceria com a Loooch Racing Stables para participar (com o War Story). Não ter um equídeo é só um pormenor quando se tem na mira um prêmio de 6,5 milhões de euros. “Se vos dessem hipótese de participar no Masters todos os anos e vocês só tivessem de encontrar o golfista [para vos representar], vocês fá–lo-iam num piscar de olhos, não é?”, diz Dean Reaves, empresário que se juntou a quatro investidores para levar à pista o Breaking Lucky.

Todavia, Breaking Lucky ou War Story estão longe de ser favoritos à vitória. Os maiores candidatos são mesmo o Arrogate, eleito o melhor cavalo de corridas do mundo (Longines World”s Best Racehorse) em 2016, e o Califórnia Chrome, que se despede hoje das competições oficiais e, se vencer, pode terminar a carreira como um valor-recorde de prêmio acumulados (19,5 milhões de euros) – algo que combina bem com a prova mais valiosa de sempre.

Fonte: DN

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