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Nadège Vanhée-Cybulski, estilista da Hermès, formou a imagem da amazona moderna; Foto: Patrick Kovarik/AFP

24 de março de 2017

A estética esportiva e elegante é a aposta nos desfiles da Paris Fashion Week

O conceito de elegância é um dos símbolos mais fortes da moda francesa. A grife que talvez melhor traduza o que é ser elegante, apesar de o adjetivo ser carregado de influências culturais, é a Hermès. Epítome do que há de mais chique na moda mundial, a marca de 180 anos apresentou, durante a semana de moda de Paris, uma coleção que remete ao seu legado de acessórios e roupas para equitação. A Paris Fashion Week, tradicional evento de moda, aconteceu no inicio desse mês de março.

A estilista Nadège Vanhée-Cybulski diluiu o uniforme dos cavaleiros, a exemplo das jaquetas com detalhes em matelassê, as calças justas de tecido leve e as botas altas de montaria, para formar uma imagem de amazona moderna. Os traços fetichistas são grandes novidades apresentadas pela estilista, que combinou amarrações de corseletes aplicadas aos vestidos às botas criadas por Pierre Hardy, o designer de acessórios da marca. Na cintura, a designer aplicou cintos de couro pesados em contraste com a cartela colorida e com a silhueta fluida de alguns looks.
Tons de bege, cor característica das peças de couro, tingiram capas, casacos e calças da coleção, que também incluiu grafismos em formato das ondas matelassadas do uniforme equestre. As golas altas do uniforme dos cavaleiros ornamentaram quase todas as propostas de Nadège, que subiu as peças de tricô até o limite do pescoço e, por cima delas, colocou finas gargantilhas de couro – acessórios que, aliás, apareceram em vários desfiles desta temporada de inverno 2018.

As estampas impressas nos famosos lenços da marca viraram base de longos vestidos de seda esvoaçantes, que são suspiros da tendência romântica propagada nas passarelas de Paris. A estilista inglesa Stella McCartney apostou na mesma ideia da Hermès de unir esporte a contornos da alfaiataria. Apaixonada por equitação, a estilista aplicou imagens de cavalos em um conjunto de tricô, em um vestido longo e em uma das combinações que remetem aos pijamas, roupa que é sucesso nas lojas de sua grife homônima.

O casaco matelassado da montaria também apareceu na passarela, só que em versão volumosa. Apesar da estética esportiva e do viés relaxado que são marca do estilo de McCartney, a designer evoluiu a alfaiataria de suas criações para um patamar mais técnico, fruto da influência que a moda inglesa recebe da Savile Row, rua londrina dos alfaiates mais disputados por reis e nobres.

Ela aplicou volumes nas mangas das camisas, cortadas em um dos lados da lapela, transformou longas jaquetas em vestidos curtos e ainda ampliou pernas e ombros dos costumes quadriculados. No final, a estilista transmitiu uma mensagem otimista em meio ao desalento das notícias sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. Ao som de “All You Need Is Love”, clássico dos Beatles, e “Faith”, de George Michael, Stella colocou as modelos para dançar.

Fonte: Folhapress

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