Por Fora
das Pistas

Notícias

16 de junho de 2017

A contribuição dos cavalos para a história humana

Há 6 mil anos, cavalos selvagens percorriam as planícies e estepes do mundo. Mas na Idade do Cobre, o povo botai, que habitava o norte do Cazaquistão, começou a caçá-los, atraído pela carne como fonte de alimento e a pele para fazer couro. Mais tarde, os botai os domesticaram. O povo botai e as sucessivas civilizações encontraram nos cavalos, animais fortes, espertos e de boa índole, o melhor dos parceiros.

Ao longo dos séculos, os cavalos acompanharam a evolução dos seres humanos e foram protagonistas, assim como eles, de importantes acontecimentos na história da humanidade como descrito em dois novos livros excelentes, The Age of the Horse: An Equine Journey Through Human History de Susanna Forrest e Farewell to the Horse: The Final Century of our Relationship de Ulrich Raulff.

Ao organizarem suas narrativas por temas, sem se prenderem a uma cronologia, os autores tiveram a liberdade de expressar seus pensamentos e ideias como uma viagem no tempo. Segundo Forrest, seu livro é um “passeio por seis estradas sem rédeas”, cada um referente à maneira como os homens fizeram uso dos cavalos e se relacionaram com eles. A autora conta histórias curiosas como, por exemplo, a dos sibaritas no século VI no sul da Itália que “ensinaram seus cavalos a saltar ao ouvirem o som de flautas”. Ou na antiga Gana, onde os cavalos “dormiam em tapetes nos palácios da família real e eram cuidados por três cavalariços que seguravam potes de cobre para colher a urina deles”.

Além dessas curiosidades históricas, Susanna Forrest cita a importância do cavalo para o progresso agrícola e industrial da Grã-Bretanha. Porém, como Raulff escreveu, a época de “trabalhos forçados” terminou no século XIX, quando “a última geração percebeu que o cavalo mecânico era mais leve, forte, rápido e mais fácil de dirigir”. Em 1901, mais de 1 milhão de cavalos ainda trabalhavam em fazendas inglesas. Em 1956, o número reduziu-se a 147 mil, quando 370 mil tratores os substituíram na agricultura.

Durante o século XIX, os cavalos, segundo Raulff, transformaram-se em “animais de uso recreativo, uma forma de terapia e um símbolo de status”. Agora, resta a pergunta. Assim como os seres humanos substituíram os cavalos por motores mais velozes e de menor custo, algum dia os homens também poderão ser substituídos por máquinas?

Fonte: Opinião e noticia

  • Compartilhe
  • <