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Foto: Nuno Mendes

18 de novembro de 2017

A cavalo pela Ribeira Lima, uma nova forma de conhecer Viana e os garranos

São 16 quilômetros para percorrer a cavalo. O Percurso Equestre da Ribeira Lima é a nova proposta da Câmara de Viana para os amantes do turismo da natureza. Percorrendo trilhos entre Lanheses e a cidade de Viana, este é o primeiro de três percursos do gênero no conselho e surge associado a um projeto de valorização do garrano, raça autóctone do Noroeste de Portugal.

Uma nota. Quem não sabe ou não gosta de andar a cavalo pode experimentar o passeio pelos 16 quilômetros do novíssimo trilho da Ribeira Lima a pé. Ele está sinalizado para tal, como PR25. Mas a ideia na base do projeto “Percursos do Homem e do Garrano”, financiado pelo Norte 2020, é mesmo fomentar o turismo equestre, aposta que terá continuidade em 2018 com a abertura de mais dois trilhos, um no litoral do conselho e outro entre as freguesias de Lanheses e Montaria.

A Câmara de Viana explica, em comunicado, que o novo percurso, inaugurado precisamente por cavaleiros montando garranos, se “desenvolve ao longo de aproximadamente 16 quilômetros, através de ecossistemas fluviais, estuarinos e ripícolas de valiosa biodiversidade e cujo trajeto é sinalizado regularmente e interpretado através de vinte pontos de interesse”. Através dele, o município pretende “desvendar as marcas da ocupação humana em diferentes períodos históricos e compreender os processos de construção e evolução da paisagem cultural ao longo da margem direita do rio Lima”.

O pônei das serras

O garrano é um cavalo pequeno, razão porque é muitas vezes considerado um pónei. Nativo da Península Ibérica desde o período quaternário, o Equus caballus l. tem cerca de 1,3 metros de estatura. Contase que D. Afonso Henriques o montava e que nos Descobrimentos correu mundo, tendo dado origem a outros cavalos na América.

O certo é que é um cavalo robusto, muito utilizado nos trabalhos agrícolas e como animal de transporte de pessoas e mercadorias. Segundo o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, que coordena a candidatura do garrano a patrimônio nacional, esta raça povoava uma extensão considerável do território nacional. Atualmente, regrediu para o Norte de Portugal habitando as serranias do Parque da Peneda-Gerês e da serra da Cabreira, onde vive em estado semi-selvagem.

Ao mesmo tempo que promove o turismo de natureza, este projeto procura aumentar o reconhecimento e visibilidade do garrano enquanto espécie autóctone. Para isso, explica o gabinete de imprensa da Câmara de Viana, estão programadas atividades várias, como “workshops, festivais de exibição do garrano, passeios a cavalo, exposições itinerantes, ações junto do público escolar, lançamento de livros e seminários, dando sequência a um protocolo assinado em 2016 entre a autarquia, a Associação O Caminho do Garrano, a Universidade de Quioto (Japão) e a Sorbonne Nouvelle (França)”. Um acordo que inclui a realização de um estudo científico dedicado às dinâmicas comportamentais e sociais desta raça.

Nos itinerários, o visitante terá acesso a “uma visão global e integrada do território percorrido, quer através de painéis de acolhimento e sinalização de pontos de interesse, quer através de informação adicional, textual, cartográfica e multimídia, disponibilizada numa plataforma web”. Neste momento estão a ser desenvolvidas as ferramentas digitais, que incluem o fornecimento dos percursos georreferenciados em formatos de ficheiro que possam ser descarregados e consultados em GPS, telemóveis e suportes análogos, explica o município.

Acrescenta a Câmara de Viana que o projeto une os espaços naturais integrados na Rede Nacional de Áreas Classificadas, “que representam uma área de 4800 hectares, 15% do território concelhio, abarcando uma diversidade de ambientes, ecossistemas e paisagens, entre a orla costeira, o rio Lima e a serra de Arga.

Fonte: Publico PT

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