Por Fora
das Pistas

Notícias

Bruno Joner, 12, desfila com a medalha de campeão Pré-Mirim montando o cavalo Inexplicable - Marco Santiago/ND

27 de junho de 2017

Edição em Florianópolis do Campeonato Catarinense de Hipismo classifica para o Brasileiro

Dois meses separaram o cavaleiro pré-mirim Bruno Joner, 12, do início da prática do hipismo até o alto do pódio. Bruno foi um dos vencedores no Campeonato Catarinense de Categorias, encerrado neste domingo, na SHC (Sociedade Hípica Catarinense), em Florianópolis. A competição foi promovida em parceria com a FCH (Federação Catarinense de Hipismo) e teve 144 participantes. Os três primeiros em cada grupo conseguiram vagas o Campeonato Brasileiro, em julho.

A vitória de Bruno, que há três anos pratica a modalidade e há dois meses faz conjunto com este cavalo surpreendeu a todos na hípica, inclusive o próprio campeão. “Fiquei nervoso, mas deu tudo certo. Estou muito feliz. Dei o meu melhor e alcancei o resultado. Agora é rumo ao Brasileiro”, disse Bruno, que montou o cavalo Inexplicable.

A alegria do menino foi compartilhada pelos pais Tonia, 43, e Alfredo Joner, 57. A iniciação no hipismo foi uma estratégia para auxiliar no tratamento do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade). “Hoje ele já é um campeão”, assegurou Tonia, num misto de felicidade e euforia.

Sob instrução de Fernando Leite, o conjunto Bruno e Inexplicable treina duas vezes por semana. Com a vaga assegurada para o Brasileiro, que será disputado entre os dias 12 e 16 de julho, em Brasília, o trabalho será redobrado. “Estou orgulhoso, acredito muito nele. Agora vamos em frente”, projetou Leite.

Divididas por altura e idade, independentemente de gênero, foram disputadas as categorias: Escolas, Mini-Mirim, Pré-Mirim, Mirim, Jovem Cavaleiro, Pré-Júnior, Júnior, Young Rider, Amador, Sênior, Máster e 1ª Seletiva Cavalos Novos. Os três classificados da faixa Jovem Cavaleiro voltam à SHC de 25 a 30 de julho, desta vez para a etapa do Brasileiro. As demais ocorrem em diferentes datas e Estados.

“É uma integração de culturas, já que temos pessoas de várias regiões do Estado, troca de experiências e a possibilidade de novas amizades.” Eduardo Miranda, presidente da SHC

 Atenção especial ao animais

O hipismo é praticado em conjunto, por cavalos e cavaleiros, ou amazonas. Em competições como a desse domingo, o cuidado com os animais é redobrado. De acordo com o veterinário da SHC (Sociedade Hípica Catarinense), Rudnei João de Souza, o cavalo precisa passar por exames clínicos que excluam doenças. As vacinas devem estar em dia, assim como a emissão da GTA (Guia de Trânsito Animal).

Há também uma inspeção veterinária, com atenção especial para o trote. “Por serem três dias de prova, observamos com frequência o animal, para que não haja nenhum desgaste e para evitar que ele continue competindo se apresentar lesões”, afirmou Souza.

Antes de entrar em competição, o animal é submetido a um aquecimento de pelo menos 15 minutos. Após a prova, é a vez de um tratamento de outros 20 minutos, desta vez com gelo nas patas. “O cuidado pré e pós prova é muito importante. O animal precisa estar saudável e ter um bom relacionamento com o competidor”, completou o veterinário.

A manutenção de um cavalo custa, em média, R$ 2.500 por mês. A alimentação é balanceada, com ração duas vezes ao dia, além de feno à vontade. A limpeza também é feita duas vezes por dia, com escovação do pelo, para evitar doenças de pele.

Regras do hipismo

– Velocidade e precisão são necessários
– Obstáculos de 65cm a 1,40m foram encarados pelos conjuntos de cavalos e cavaleiros na hípica da Capital.
– Cada categoria tinha um percurso diferente em pista.
– O objetivo da prova é saltar todas as barreiras no menor tempo possível, sem cometer faltas. Essas ocorrem quando um obstáculo é derrubado.
– Quando isso acontece, o conjunto soma quatro pontos. Vence quem tiver menos pontos, se possível zero, e que completou o circuito em menos tempo.

Fonte: ND

  • Compartilhe
  • <