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Foto: Folha Press

7 de março de 2016

Em crise, Jockey de SP retoma corrida de cavalos após greve de funcionários

Em vez do galope acelerado dos cavalos, silêncio. Durante dois finais se semana consecutivos, o Jockey Clube de São Paulo –inaugurado em 1875– não teve corridas.

Uma greve de funcionários, que teve fim na última quarta (3), foi a causa da quebra da tradição que já dura 140 anos na cidade. As apostas deixaram de ocorrer nos dias 20, 21, 27 e 28 de fevereiro, após a paralisação aderida por aproximadamente 250 dos 370 funcionários do Jockey.

Com isso, não havia estrutura para colocar animais como a égua Diva Normada nem os cavalos Enfeitado e Ultra Amigo para correr sob a condução dos jóqueis.

De acordo com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Hípicos no Estado de São Paulo, os salários estão atrasados desde novembro do ano passado. Na quarta, eles entraram em acordo com a direção do clube para pagar de maneira parcelada os valores devidos.

Há anos, o Jockey sofre com problemas financeiros. A dívida atualmente gira em torno de R$ 48 milhões, segundo a direção. Só em pagamentos de prêmios atrasados já são R$ 9 milhões.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, o presidente do Jockey, Eduardo da Rocha Azevedo, disse compreender a decisão dos funcionários de fazer a paralisação. “Eles estão no direito deles. Compreendo perfeitamente”, afirmou.

Desde 2011, quando assumiu a direção, Azevedo impôs uma agenda para dar fim à crise financeira, causada pela queda do número de admiradores do turfe.

No entanto, sócios tentam barrar medidas para equacionar as dívidas, como a venda de três imóveis do Jockey. Uma sede social do clube no centro de São Paulo já foi vendida por R$ 90 milhões.

Fonte: Folha de SP

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